quinta-feira, 19 de julho de 2018

Feira do Livro de Sesimbra - Programa


Apareçam!



Zack de Mons Kallentoft e Markus Lutteman

    Opinião: Este é um livro escrito a quatro mãos. E como eu gosto disso embora corra o risco de se transformar em dois livros, o que não é o caso. Estando o livro bem escrito e coerente acaba por dar uma dinâmica diferente à obra, que me agrada. E este Zack é prova disso.
  O policial nórdico está de boa saúde e este livro é mais uma prova da habilidade que os autores têm para desenvolver e resolver um caso que se soluciona pela perícia e inteligência do seu investigador.
   Zack é um polícia muito pouco convencional e que, na verdade, acaba por desenvolver uma serie de atividades que seriam puníveis pela lei, caso fossem do conhecimento público.
   O nosso herói, no entanto, é um excelente profissional (quando está bem, concentrado e empenhado), uma pessoa que tem um raciocínio bastante apurado acabando por conquistar as simpatias dos seus superiores, e o seu respeito, o que os leva a ‘perdoarem-lhe algumas atitudes menos deontológicas.  
    Outro aspeto interessante da obra é a visão de uma sociedade que não será assim tão idílica e igualitária como os países do Sul têm ideia. E esta é uma imagem constante nos policiais do norte da Europa e que obviamente, começou com os livros de Stieg Larsson e o seu brilhante Millennium.
   Mas este thriller é também uma história de união e de confiança entre colegas, cuja vida muitas vezes depende do parceiro. Embora a personagem principal seja um individualista, não é deixada de parte a ideia de que apenas com os outros, os colegas, aqueles que nos apoiam incondicionalmente se conseguirá alcançar o sucesso e muitas vezes sobreviver.
     Sendo esta uma série (que certamente irei ler) este primeiro volume acaba por ser uma apresentação das personagens embora a solução do caso nos desperte desde logo a atenção. Para além disso este é um texto bastante gráfico, chegando a ser mesmo violento, o que me leva a pensar na facilidade com que esta obra seria adaptada ao cinema ou à televisão.
    Resta apenas aguardar o lançamento dos próximos volumes por parte da editorial Dom. Quixote.


   Sinopse: Belo e irreverente, Zack é um jovem detetive da Polícia de Estocolmo à procura de si próprio. 
ZACK é o primeiro livro de uma série sobre o jovem detetive Zack Herry que, como um Hércules dos tempos modernos, tenta combater os criminosos do submundo de Estocolmo, enquanto se debate com as memórias de uma noite estrelada com cheiro a relva e sangue. Zack é uma personagem contraditória que nos cativa desde o primeiro momento. A série é já um sucesso em vários países entre os quais se contam a Alemanha, a França, o Japão e os Estados Unidos da América. 



quarta-feira, 18 de julho de 2018

Book Bingo Leituras ao Sol

Como mudei a TBR que aqui apresentei, ou mudei o desafio onde enquadrei o livro, resolvi vir mostrar o que tenho andado a ler e que se enquadrou neste desafio. 
Alguns dos livros já têm a opinião no blog (Confia, O segredo de Helena, O espelho quebrado), pelo que poderão ir ver caso tenham curiosidade. Quanto aos outros, num futuro próximo, as opiniões surgirão.




Como veem não está a correr mal pois já fiz uma linha. Mas vou dando aqui conta dos avanços.  

terça-feira, 17 de julho de 2018

Sorteio - 1º Ano

E já temos vencedores:


Ana Vieira para o livro Indiscrição
 Rita Lopes para o livro: O homem que persegue a sua sombra
 Isaura Pereira para o livro Génesis

Às vencedoras peço que na página do Facebook do blog por mensagem secreta por favor me enviem as suas moradas. E parabéns. 
A todos muito obrigada pela participação e apoio. 
Fiquem atentos que haverá mais novidades.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Sexo, Drogas e Selfies de Francisco Salgueiro


     Opinião: Sexo, Drogas e Selfies é o novo livro do Francisco Salgueiro e mais uma vez não é um livro fácil. Principalmente para quem tem filhos pouco mais velhos do que a Joana.
    Esta obra conta a história de uma jovem que, apesar de ter lido O fim da inocência, acaba por ter comportamentos tão inconsequentes como a Inês. Na verdade, a jovem acha que não corre perigo, que apenas acontece aos outros e como tal continua a ter comportamentos de risco. Quanto engano e quanta ingenuidade.
     Francisco Salgueiro escreve um romance muito claro e muito realista. E isso é que assusta. Este Sexo, Drogas e Selfies transforma a noite da Grande Lisboa, no maior pesadelo de qualquer pai. A escrita direta, quase oralizante, a crueza das descrições e a sua veracidade tornam o livro num testemunho assustador onde a ficção fica para traz e aqui que lemos torna-se numa realidade efetiva e afetiva.
    Mas também os pais não ficam bem na fotografia do autor. Os pais pouco atentos, os pais permissivos que transformam os jovens em consumidores para ‘comprar’ afetos e substituir presenças acabam por ser participantes na queda dos seus filhos, mais que não seja por omissão. Também a amizade acaba por ser posta em causa. Os jovens juntam-se por conveniência, formando grupos que unem interesses e não sentimentos. Os likes são mais importantes que as emoções, afastando-se uns dos outros quando as coisas correm mal, quando a imagem se desconstrói. E esse é outro aspeto interessante do livro. A imagem e a sua importância na sociedade atual. Ser bonito, vestir como il faut, usar a roupa da moda e o sapato da moda é mais importante do que a afetividade e a amizade.
     Curiosamente, e simultaneamente, é um romance de esperança. Esperança na consciência dos erros (achando que esta deverá vir antes que seja tarde), esperança na relação entre pais e filhos, pois mesmo que inicialmente não se esteja atento (a verdade é que nenhum pai acha que os seus filhos se vão comportar desta forma) é fundamente estar lá e apoiar quando a história começa a correr mal. Joana acaba por ser uma jovem incógnita. O que me apavora é que poderia ter sido a minha filha, pois aparentemente é tão mais fácil entrar neste mundo, do que viver fora dele.
     É um livro duro, repito. Mas deve ser lido por todos. Por adultos e pais para saberem e consciencializarem o que se poderá passar e pelos jovens para que se possam afirmar de uma forma muito mais saudável, onde haja a força de dizer Não!

     Sinopse: Joana perdeu a virgindade aos doze anos e é uma das raparigas mais populares do colégio. Ela e as amigas, aparentemente perfeitas para os pais, escondem um dia-a-dia de sexo com estranhos, sem preservativo, e muitas drogas. Noites levadas ao limite para contornarem o aborrecimento de um quotidiano em que estão sempre agarradas ao telemóvel. É o retrato de uma geração que não vive o momento, porque cada instante só lhe parece real se for registado pela câmara de um telemóvel. É a geração que depende das selfies e dos likes. Em pouco tempo, a vida da Joana e das amigas toma um rumo inesperado, e entra numa espiral descontrolada que condiciona definitivamente o seu futuro. 




Sorteio - 1º ano



E o grande dia chegou. Hoje é o último dia para concorrer ao Sorteio que comemora o primeiro aniversário do blog. Força! Amanhã os contemplados serão anunciados. 
Queria ainda agradecer pois pedi-vos para divulgarem o blog para chegar aos 100 seguidores e, como sempre, vocês foram fantásticos! Chegamos aos 100 e ultrapassamos. Muito obrigada. 
E agora é continuar a divulgar e principal amente a concorrer!




quinta-feira, 12 de julho de 2018

Espelho Quebrado de Agatha Christie

   Opinião: Voltar a Agatha Christie é voltar à adolescência onde li tudo, ou quase tudo o que havia para ler. Confesso que sou muito mais fã de Poirot do que Miss Marple, mas este foi o livro que a autora lançou no ano em que nasci, como era pedido numa das categorias do Book Bingo.
    Assim sendo, temos a nossa astuta velhota que não é capaz de ficar a fazer malha como seria previsível para uma senhora da sua idade. Será, uma vez mais a sua argúcia e a sua inteligência, aliada a uma enorme capacidade de observação, os elementos que vão construir e desconstruir esta história de crime.
    HeatherBadcock fã de Marina Gregg morre na festa que esta última resolveu oferecer na sua propriedade. Sendo Marina uma famosa atriz é natural que o caso chame a atenção de todos e nomeadamente da população de St. Mary Mead, pacata aldeia para onde se tinha mudado.
    E a história está construída. Mas a verdade é que aparentemente não haveria ninguém que lucrasse ou tivesse razões para matar Heather. O que coloca a questão se houve um erro e a vítima deveria ser outra pessoa. Nesse caso quem?
   Miss Marple vai de forma engenhosa resolver o enigma e Agatha Christie vai colocar o leitor perante factos que o levarão para um determinado desfecho, e que, as voltas e as reviravoltas, vão acabar por nos guiar para uma conclusão completamente diferente, e, acabamos por achar, muito mais lógica.
   Foi bom voltar a um romance policial do século passado e ver a diferença de construção da teia narrativa, bem como dos meios científicos que hoje são utilizados pelos escritores deste género literário, sem que nos surpreendam, enquanto que aqui ficamos por provas observadas e ligações inteligentes. A arte do raciocínio e da inteligência que nos thrillers de hoje é complementada com a ciência.

   A autora tem uma escrita clara e, também ela objetiva, o que torna sempre estes romances num prazer acrescido. De qualquer forma continua a ser o ilustre francês a minha personagem preferida desta escritora inglesa. Que me perdoem os admiradores de Miss Marple. 

   Sinopse: St. Mary Mead encheu-se de glamour quando a estrela de cinema Marina Gregg escolheu viver na, até então, pacata aldeia. Mas quando uma fã local é envenenada, Marina dá por si a protagonizar um mistério da vida real - secundada por uma performance arrebatadora de Miss Marple, que suspeita que o cocktail letal estava destinado a outra pessoa. Mas quem? E, se estava de facto destinado a Marina, qual era o motivo? 
   O Espelho Quebrado (The Mirror Crack’d from Side to Side) foi originalmente publicado na Grã-Bretanha em 1962, ano em que seria igualmente publicado nos Estados Unidos sob o título The Mirror Crack’d. Foi adaptado ao cinema em 1980, com Angela Lansbury no papel de Miss Marple, contando ainda com as interpretações de Elizabeth Taylor e Kim Novak. 1992 seria o ano da sua adaptação à televisão, com Joan Hickson como Miss Marple.