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quinta-feira, 20 de junho de 2019
sábado, 8 de junho de 2019
sábado, 2 de março de 2019
domingo, 27 de janeiro de 2019
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
As gémeas do gelo de S. K. Tremayne
Opinião: As gémeas do gelo foi o primeiro livro que li deste autor. Na
verdade, se não fosse a Barbara Rodrigues estar a ler e eu ter-me pendurado,
continuaria sem o ler. Mas a verdade é que gostei do livro, sem, no entanto, o
achar o melhor do mundo.
O livro conta-nos a história de
uma família, pai, mãe e filha que estão em vias de se mudar para a casa onde o
pai passava a infância, como forma de mudar de vida visto de que lhes tinha
morrido uma filha, gémea da sobrevivente.
Claro que para quem é mãe é fácil
entender a necessidade de mudança, como uma forma de recomeço, por muito
soturno, afastado e agreste que seja esse lugar. Mas a verdade é que nenhum
deles hesita. Assim sendo vão os três para a casa velha, que querem
reconstruir, quando a jovem diz à mãe que quem morreu não foi a gémea que eles pensavam.
Ou seja, eles pensam que Lydia morreu, tendo Kisrtie sobrevivido, mas a jovem
informa a mãe que ela é que é a Lydia.
E o livro constrói-se a partir
desta premissa. Isto porque a mãe nunca conseguiu distinguir as filhas e teme
que tenha havido um engando de identidade. Por sua vez o pai defende saber qual
a filha que sobreviveu e qual morreu, mas não quer conflitos familiares.
Kirstie continua a insistir que é Lydia, inclusive na escola. O livro é, pois,
sobre identidades, formas de conseguir sobreviver quando o caos se instala.
O final é bastante bom, de alguma
forma surpreendente, deixando-nos a pensar que só quem passa pelas situações
pode saber como vai reagir. Mais, leva-nos a pensar que o instinto de
sobrevivência e de proteção acaba por ser tão forte que fazemos o que tem de
ser feito.
Mais não digo, mas aconselho a
leitura deste livro, para quem gosta deste género de livros. Quanto a mim irei
continuar a ler este autor, sem dúvida alguma.
Sinopse: Um thriller psicológico aterrorizante perfeito para os fãs de A Garota no Trem
Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
O assssino do crucifixo de Chris Carter
Opinião: O assassino do crucifixo é o primeiro livro que leio de Chris
Carter. Confesso que andei a adiar a leitura deste autor, mas a verdade, é que
não sei bem porquê. De qualquer forma foi agora.
O
livro começa com uma cena muito gráfica, uma descrição muito realista e muito
pormenorizada. De facto, o início do
livro acaba por ser bastante forte e agressivo. Tanto mais que se trata de algo
que percebemos, logo no capítulo seguinte, se passou num tempo futuro.
Se neste momento tive de respirar fundo e tentar absorver todas as informações, de
seguida o livro desenvolve de forma cronológica e os acontecimentos surgem de
forma gradual e sem grandes sobressaltos para o leitor. Não deixando de ter uma
escrita cinematográfica Chris Carter acaba por conseguir criar um crescente e
uma dinâmica que nos leva a ter a sensação de que estamos a ler um texto que
facilmente poderia tornar-se num filme de ação.
As
personagens principais, que penso se mantêm ao longo da série, são bastante bem
construídas e acabam por serem os fiéis representantes da humanidade, no
sentido lato, da história. Não são perfeitos, não são isentos de erros, são
pessoas com bons e maus pensamentos e atitudes, sejam elas físicas ou morais. São
aqueles que mantêm a normalidade e a dimensão humana dentro da história.
Obviamente
que vou continuar a ler este autor brasileiro, que vive na América e escreve em
inglês. Este aspeto é importante porque em todo o livro está patente uma
critica à sociedade americana e à sua posição face a elementos diferentes,
nomeadamente as minorias étnicas. Nota-se que o autor não quer apenas fazer um
thriller, quer também ter uma função crítica e mesmo moralizante, sem ser
moralista.
Para
quem quiser ler um livro de ação, às vezes intenso, mas que não conseguimos
largar sem sabermos todos os pormenores, este Assassino do Crucifixo é uma muito boa opção. Quanto a mim vou ler
ainda este ano, sem margem para dúvidas, O
carrasco do medo.
Sinopse: O corpo de uma jovem é encontrado numa cabana abandonada, no meio de uma floresta. Quando é chamado ao local do crime, o detetive Robert Hunter vê-se no meio de um cenário que parece saído de um filme de terror.
Nua e presa pelos braços a dois postes, a vítima foi torturada até à morte e no seu corpo foi entalhada uma cruz que o detetive reconhece de imediato: é a assinatura de um psicopata conhecido como Assassino do Crucifixo. Mas como é possível, se o Assassino do Crucifixo foi condenado e executado há dois anos?
Poderá este criminoso ser um imitador? Ou será que o impensável aconteceu e ele está, afinal, vivo e à solta? O detetive Robert Hunter e o seu parceiro embarcam numa investigação perigosa para descobrir a verdade e capturar de uma vez por todas este violento assassino.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
As raparigas esquecidas de Sara Blaedel
Opinião: Sara
Blaedel foi uma escritora que conheci na Feira do Livro de Lisboa e que, pelo
seu discurso e simpatia, me cativou. Na verdade, fui com grandes espectativas
para esta leitura, que fiz com a Maria João Diogo, A Biblioteca da João, e a
Patrícia Rodrigues, do canal O prazer das coisas.
Este
livro tinha, pois, todos os ingredientes para ser uma boa leitura. Um thriller,
uma sinopse que chamava a atenção, uma autora dinamarquesa (os autores do norte
da Europa estão, definitivamente, a dar cartas neste género) e boa companhia.
Mas
o livro acabou por não funcionar. Lamento, mas não funcionou mesmo. Passo a
explicar. O livro tinha subjacente uma história interessante, partindo do caso
de umas raparigas que tinham sido “esquecidas”, raparigas essas que estavam
internadas numa instituição de doentes mentais. Mas a história acaba por ser
confusa, sem uma continuidade e às vezes tive dificuldade em seguir os
acontecimentos pois achei as sequências narrativas mal elaboradas e pensadas.
As
personagens não são muito coesas, acaba por se tornar confusa a ligação que ela
faz da vida pessoal da polícia Louise Rick e o desenvolvimento do caso. A
construção da personalidade de cada um dos intervenientes acaba por ser
bastante fraca, sem consistência.
A
tudo isto junta-se uma escrita que não me agradou. Por vezes a falta de coesão e sequência
lógica do texto parece ser provocada por problemas de escrita. De notar que não
me pareceu tratar-se de um problema de tradução (feita diretamente do
dinamarquês) mas de estilo da própria autora, pois as estruturas são as mesmas
e recorrentes.
Foi,
pois, com uma enorme pena que acabei este livro sem o poder considerar uma boa
leitura. Era daqueles livros que eu queria mesmo gostar. Para além disso tenho,
na minha prateleira, mais livros da autora que, e apesar de tudo, quero dar uma
oportunidade. Sendo um primeiro livro, pode ter sido lapsos de principiante.
Mas essa oportunidade não será num futuro próximo. A ver vamos.
Sinopse: Numa floresta da Dinamarca, um guarda-florestal encontra o corpo de uma mulher. Marcada por uma cicatriz no rosto, a sua identificação deveria ser fácil, mas ninguém comunicou o seu desaparecimento e não existem registos acerca desta mulher.Passam-se quatro dias e a agente da polícia Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, continua sem qualquer pista. É então que decide publicar uma fotografia da misteriosa mulher. Os resultados não tardam. Agnete Eskildsen telefona para Louise afirmando reconhecer a mulher da fotografia, identificando-a como sendo Lisemette, uma das «raparigas esquecidas» de Eliselund, antiga instituição estatal para doentes mentais onde trabalhara anos antes.Mas, quando Louise consulta os arquivos de Eliselund, descobre segredos terríveis, e a investigação ganha contornos perturbadores à medida que novos crimes são cometidos na mesma floresta. Através de uma narrativa envolvente, vertiginosa e de forte impacto emocional, Sara Blædel não deixa o leitor descansar enquanto não chegar ao fim do livro.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Às cegas de Josh Malerman
Opinião: Eis
um livro que me desiludiu apenas por causa do final. Na verdade, estive a ler
furiosamente o Às Cegas de Josh
Malerman mas o final deixou, na minha modesta opinião, muito a desejar.
Mas
vamos por partes. O livro está construído em dois tempos, o presente e o
passado. As duas épocas vão alternando mais ou menos capítulo sim capítulo não,
e vamos conhecendo a história de Malorie e do mundo em que ela vive. Esse
mundo, que acaba por ser descrito como a nossa realidade, está a ser assolado
por algo que faz com que as pessoas que olham esse algo endoideçam. Daí tudo se
tem de fazer “Às cegas”.
A
obra é a narração da vida de Malorie desde a sua condenação à escuridão até à
sua libertação. A história está fantástica, as descrições são assustadoras,
mesmo brutais e os elementos que não nos são dados tornam esta realidade ainda
mais sombria, aterradora e ameaçadora. No entanto todo este terror não nos
afasta do livro, pelo contrário. Este pavor, a forma como o livro está escrito
e a sequência dos acontecimentos faz com que a leitura se torne compulsiva. Não
conseguimos parar de acompanhar as vivências da jovem mulher que se protege a
si mesma, a um rapaz e a uma rapariga.
E
depois chegamos às últimas páginas. Ao último capítulo. E a tensão morre. O
pavor desaparece e o livro acaba com um sabor de algo mal resolvido, com a noção
de que este livro merecia um final mais espetacular, algo mais grandioso.
Foi
pena. Seria um livro cinco estrelas que as perdeu em menos de dez páginas. Considero que o final de um livro é algo muito importante. Aquilo que o leitor
recorda costuma ser os factos mais marcantes e o desenlace, a conclusão. Esta
construção literária, quer a nível da história, quer a nível da escrita, não
merecia tal conclusão.
Vale
a pena ler o livro? Vale! A história é brilhante, a escrita muito boa, e o que
se espera de um livro de terror está lá. Vou ler mais livros deste autor? Claro
que sim. Assim a Topseller o continue a editar.
Sinopse: Não abra os olhos. Há algo terrível lá fora.
Num mundo pós-apocalítico tenso e aterrorizante que explora a essência do medo, uma mulher, com duas crianças, decide fugir, sonhando com uma vida em segurança. Mas durante a viagem, o perigo está à espreita: basta uma decisão errada e eles morrerão. Cinco anos depois de a epidemia ter começado, os sobreviventes ainda se escondem em abrigos, protegidos atrás de portas trancadas e janelas tapadas.
Malorie e os seus filhos conseguiram sobreviver, mas agora que eles têm 4 anos chegou o momento de abandonar o refúgio. Procurar uma vida melhor, em segurança e sem medos.
Num barco a remos e de olhos vendados, os três embarcam numa viagem rio acima. Apenas podem confiar no instinto e na audição apurada das crianças para se guiarem. De repente, sentem que são seguidos. Nas margens abandonadas, alguém observa. Será animal, humano ou monstro?
Um suspense inquietante que relembra as melhores histórias de Stephen King.
segunda-feira, 7 de maio de 2018
O tempo das violetas de Sarah Jio
Opinião: O tempo das violetas de Sarah Jio foi um livro que fui
lendo entre outros. Não sou muito de ler mais do que um livro ao mesmo tempo,
mas desta vez aconteceu. Quem ler isto poderá pensar que o livro não me cativou
e por isso fui protelando a sua leitura. Nada mais falso. O livro é uma obra
doce, serena, embora os acontecimentos sejam trágicos.
Aos 20 anos, Emily estava nos píncaros. Escritora de sucesso e casada com um homem de capa de revista, o futuro parecia-lhe auspicioso.
Dez anos depois, a sua sorte deu uma reviravolta. Desanimada por um súbito bloqueio criativo e a recuperar de um divórcio, Emily é convidada pela sua tia-avó Bee a passar um mês na idílica ilha de Bainbridge. Talvez o regresso às memórias da sua infância e o poder do mar sejam a cura perfeita para o seu coração partido.
Enquanto procura material para o próximo livro, Emily encontra um diário de 1943 que lhe revela a história trágica de uma das habitantes da ilha. A pouco e pouco, ela percebe que esta história está estranhamente ligada a si e que há um mistério à sua espera para ser desvendado… Um mistério que esperou décadas pela sua chegada.
Um romance sobre amores que resistem ao tempo, ao desgosto e à distância… mesmo quando tudo parece estar perdido.
O
romance acaba por ter um romance dentro dele mesmo. Duas histórias, dois
tempos, construção narrativa que é do meu agrado.
Na
verdade, o livro conta a história de Emily, escritora, que após um divórcio
traumatizante e um bloqueio criativo, acaba por ir visitar a sua tia-avó, onde
costumava passar as férias na infância, mas que já não visitava há anos. Aí
descobre um diário de 1943 que lhe revela uma história de amor entre dois habitantes
da ilha onde a sua tia Bee vive.
A
verdade é que ao mesmo tempo que a história avança Emily percebe que aquele
desenvolvimento tem a ver consigo e com os antepassados da sua família. E este
é mesmo o aspeto que mais me cativou: a construção narrativa. O conjunto de coincidências, de acasos, e as
semelhanças entre o passado e o presente fazem desta história uma leitura
bastante agradável.
Por
outro lado, a forma de descrever as situações e a própria escrita cria uma
doçura, um encanto, que mesmo nos momentos mais intensos e dramáticos
conseguimos sentir a ternura subjacente. Baseado numa história de amor
profunda, a autora consegue transmitir essa ternura e sedução.
O tempo das violetas foi, pois, um livro que não sendo uma
leitura rápida, vai deixar-me uma ternura a quando da recordação da mesma. É um
livro que recomendo sem reservas para quem gosta deste tipo de literatura, mais
doce, mas que ao mesmo tempo se pode tornar intensa.
Sinopse: Melhor Livro do Ano para o Library Journal
Entre violetas e um diário secreto, o amor pode renascer.Aos 20 anos, Emily estava nos píncaros. Escritora de sucesso e casada com um homem de capa de revista, o futuro parecia-lhe auspicioso.
Dez anos depois, a sua sorte deu uma reviravolta. Desanimada por um súbito bloqueio criativo e a recuperar de um divórcio, Emily é convidada pela sua tia-avó Bee a passar um mês na idílica ilha de Bainbridge. Talvez o regresso às memórias da sua infância e o poder do mar sejam a cura perfeita para o seu coração partido.
Enquanto procura material para o próximo livro, Emily encontra um diário de 1943 que lhe revela a história trágica de uma das habitantes da ilha. A pouco e pouco, ela percebe que esta história está estranhamente ligada a si e que há um mistério à sua espera para ser desvendado… Um mistério que esperou décadas pela sua chegada.
Um romance sobre amores que resistem ao tempo, ao desgosto e à distância… mesmo quando tudo parece estar perdido.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Verão em Edenbrooke de Julianne Donaldson
Opinião: Verão em Edenbrooke é o primeiro livro
de Julianne Donaldson publicado em Portugal. Confesso que nunca tinha ouvido
falar da escritora e a compra do livro foi (assumo a vergonha) um impulso a que
cedi levada pela beleza da capa.
A história
remete para duas irmãs gémeas que, após a morte da mãe, o pai deixou entregues
a pessoas diferentes. Marianne, a
personagem principal, fica entregue à avó, ficando a viver em Bath, e Cecily,
com uma amiga da mãe em Londres.
A narrativa
começa quando Cecily convida a irmã para ir passar o verão com ela e com os
seus anfitriões, na casa de férias destes, em Edenbrooke.
A ida de
Bath para Edenbrooke revela-se atribulada e Marianne conhece o filho mais velho
de Lady Caroline, Philipe, que após a ajudar na estalagem onde pernoita, a
recebe em sua casa com todas as honras. E o amor acontece.
O livro
torna-se bastante engraçado pois sendo narrado na primeira pessoa sabemos o que
a jovem vai pensando e como analisa os diferentes acontecimentos. Tendo sido
bastante protegida, pela mãe e depois pela avó, Marianne acaba por ser ingénua
e insegura em relação a si mesma e na sua relação com os outros, o que faz com
que os equívocos sejam mais que muitos.
Quanto a
Philipe também ele quer manter os preceitos sociais que se espera de um
cavaleiro face a uma donzela sua hóspede, o que o leva a ter atitudes que nem
sempre são bem interpretadas pela pessoa a quem se destinam.
A eles
junta-se uma irmã que quer fazer um bom casamento, uma família que não se querendo
intrometer, acaba por o fazer e uma avó, que querendo o melhor para a neta,
acaba por nem sempre agir da forma mais acertada.
Obviamente
diversas peripécias vão acontecer, que poderão ou não afastar os dois jovens, e
assim, conseguimos ter uma estrutura narrativa que nos interessa e nos leva a
acompanhar a exposição sem grandes distrações.
O rigor
histórico é bastante bem-apresentado, não só na caraterização das personagens, mas
também nas descrições dos espaços, dos ambientes e dos costumes (o livro
passa-se em 1816).
Resta esperar pela publicação do outro livro sobre esta família.
Sinopse: Romance e aventura numa história encantadora, ao estilo de Jane Austen. Marianne Daventry seria capaz de tudo para escapar ao tédio de viver em Bath e às investidas amorosas de um pretendente indesejado. Por isso, quando a sua irmã gémea, Cecily, a convida para passar o verão com ela em Edenbrooke, a maravilhosa propriedade rural de uns amigos da família, ela nem hesita em aceitar. Parte assim para a casa de campo, pensando que poderá finalmente relaxar enquanto a irmã tenta conquistar Philip, o encantador herdeiro da propriedade. Mas rapidamente descobre que até os melhores planos podem correr mal. Desde ser vítima de um assalto terrível até ter de ignorar sentimentos indesejados que começa a sentir pelo anfitrião da casa, Marianne vê-se enredada numa grande aventura, repleta de romance e intriga, que a deixará completamente desorientada. Conseguirá Marianne conter o seu coração, ou irá um estranho arrebatá-lo irremediavelmente?
«Uma belíssima história de amor que irá aquecer o coração do leitor.» — Publishers WeeklyUm romance de estreia delicioso e arrebatador.»
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Mal Me Quer de M. J. Arlidge
Opinião: M.J. Arlidge é daqueles autores
que eu tenho de ler. E rapidamente. Também sei que quando começo dificilmente
consigo parar. 48 horas foi o tempo necessário para ler este seu Mal Me Quer.
Mais uma vez o autor retoma a
inspetora Helen Grace, recém recuperada de um episódio traumático e bastante
grave (ver o livro anterior). Esta policia vai ser a primeira testemunha
daquilo que parece ser um acidente de viação. Mas a verdade é que se trata de
um crime, aparentemente gratuito.
Se assim fosse o livro teria
tomado outro rumo, mas a verdade é que duas horas depois outro assassinato
acontece. Relação? Nenhuma. O certo é que uma cidade aparentemente calma se
transforma num centro de terror, onde a policia anda sempre um passo atrás dos
acontecimentos e dos homicidas. O livro está marcado temporalmente e, em cada
capítulo, sabemos quanto tempo passou sobre a ocorrência anterior.
Helen Grace acaba por ser
obrigada a esquecer o seu passado longínquo e recente, por forma a manter a sua
atenção num conjunto de crimes que vão proliferando pela cidade, a sua cidade,
sem relação aparente. Mas a certeza que todos temos, leitores e personagens, que estes crimes são brutais e foram,
certamente, planeados. A história adensa-se quando consciencializamos que se
trata de dois jovens cujas motivações são inicialmente profundamente obscuras.
É como se a transgressão fosse gratuita.
Arlidge continua a escrever
capítulos curtos, mas que prendem o leitor e nos levam a uma leitura compulsiva
e viciante. Nada é deixado ao acaso e os factos são dados a conta gotas, mas no
momento certo, por forma a prender a atenção ao leitor.
No final do livro fui ler a
sinopse da contracapa e fui ver como o livro se chamava em inglês, bem como a
data da edição original, pois as referências politicas existentes são da
atualidade, o que me despertou a curiosidade. O livro é deste ano (parabéns à
Topseller que soube ser célere na tradução) e chama-se Love Me Not o que nos
leva à cantiga de criança para a qual o titulo português e a contracapa também
remetem. Este pode ser visto como uma
ironia do autor. Uma lengalenga infantil para assassinatos tão brutais, mas
para o leitor, quando acaba o livro, faz todo o sentido, que a obra assim se
chame.
Mais detalhes? Mais pormenores?
Nem pensem. Façam a coisa inteligente para quem gosta de trailers. Leiam o
livro. E depois digam de vossa justiça, aqui no blog.
Sinopse: MAL ME QUER
O corpo sem vida de uma mulher é encontrado no meio da estrada. À primeira vista parece tratar-se de um acidente trágico, mas quando a inspetora Helen Grace chega ao local do crime, torna-se claro para ela que a mulher foi vítima de um assassínio a sangue-frio sem razão aparente.
BEM ME QUER
Duas horas depois, do outro lado da cidade, um empregado de loja é morto, enquanto os seus clientes escapam ilesos.
MAL ME QUER
Ao longo do dia, a cidade de Southampton viverá um clima de terror às mãos de dois jovens assassinos, que parecem matar ao calhas.
BEM ME QUER
Para a inspetora Helen Grace, este dia vai tornar-se uma corrida contra o tempo. Quem vive? Quem morre? Quem será o próximo? O relógio não para…
Se Helen não conseguir resolver este quebra-cabeças mortal, mais sangue será derramado. E, se cometer algum erro, poderá muito bem ser o dela…
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Private Paris
Opinião: Private Paris é o último
livro publica pela TopSeller em Portugal, do célebre James Patterson. Não vou
discutir a qualidade deste autor que escreve a quatro mãos (há noticias que
estará a escrever um livro com Obama sobre o desaparecimento de um presidente),
pois a verdade é que as suas histórias cumprem o objetivo principal da sua
escrita, distrair.
Este volume traz-nos
Jack, diretor da Private, a Paris para ver como estavam a correr os negócios
naquela sucursal. Pensando que estava de partida Jack fica retido por causa de
dois casos. O primeiro foi-lhe encomendado por um cliente anterior, um ótimo
cliente a nível monetário, que lhe pede ajuda por causa da sua neta que se
encontra em perigo na cidade luz. O outro é um pedido de ajuda da própria
policia francesa pois andam a aparecer mortos vários nomes grandes da cultura
francesa. Ao mesmo tempo surge por toda a cidade um graffito cuja simbologia
tem de ser desvendada, pois só assim se poderá compreender o objetivo deste
grupo terrorista.
E assim se constrói a
história. Tudo parece ser, mas na realidade não é, tudo se passa de uma forma
lógica, ou talvez não, tudo fica resolvido ou se calhar é melhor olhar outra
vez. A verdade é que os bandidos, traficantes, assassinos e terroristas não dão
descanso a Jack e às suas equipas, quer em Paris, quer na América.
Como sempre os capítulos não
são muito grandes, mas a forma como terminam é magistral, pois dá-nos vontade
de ler sem paragens. O ritmo é alucinante e a escrita fluida.
Como pano de fundo Paris. No
entanto, e contra o que era espectável, não temos apenas a cidade glamorosa da
Paris turística, mas também a cidade dos bairros sociais onde as desigualdades
e as descriminações culturais, raciais e religiosas se manifestam de uma forma
mais acentuada.
Sem ser um livro que
nos traga uma grande novidade Private Paris, é uma boa opção para
quem quer ler um livro de ação e não quer algo com um enredo muito complexo. No
entanto é um bom livro, estando os leitores já a aguardar o próximo que se irá
passar, se a TopSeller os editar por ordem, e se o final deste não nos enganar,
no Rio de Janeiro
Sinopse: Quando os ricos e poderosos estão em apuros não é para a polícia que ligam...
Alguém anda a pintar um misterioso graffito nas paredes e muros de Paris. Quando este começa também a surgir ao lado dos corpos de várias figuras ilustres da cultura francesa, assassinados e expostos como que a pedir que a polícia os encontre, Jack Morgan e a Private são chamados a intervir.
Kim Kopchinski, neta de um dos mais antigos e estimados clientes de Jack, está em sarilhos. Ligou a pedir ajuda ao avô e o telefonema foi feito a partir de um dos bairros sociais mais perigosos da capital francesa.
Estes dois casos levarão a equipa da Private a todos os cantos da cidade luz, desde os ambientes luxuosos das altas esferas da cultura, aos mais sórdidos recantos do Bosque Bondy, enfrentando traficantes de droga, terroristas, e assassinos dispostos a tudo para conseguirem o que pretendem.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Inês de Maria João Fialho Gouveia
Opinião: Depois de ter assistido a uma
sessão de autógrafos da autora Maria João Fialho Gouveia resolvi pegar no seu
romance Inês. Não conhecia a sua
escrita ficcional pois apenas tinha lido a biografia sobre o seu pai. De
qualquer forma um livro sobre o amor de Pedro e de Inês tinha de ler, depois de
ter lido quase todos os que foram publicados em Portugal.
Nesta obra acompanhamos a vida de
Inês desde a sua infância em casa de uma prima de seu pai, viúva de um meio
irmão de D. Afonso IV, até ao final dos seus dias. Inês acaba por abandonar a
casa a que chama lar, para vir para Portugal acompanhando D. Constança, noiva
de D. Pedro, príncipe herdeiro de Portugal. De referir que Inês de Castro já
era aia da jovem Constança anos antes de se deslocarem para o reino vizinho.
Esta é uma história bastante
conhecida. escrita e reescrita, o que poderia tornar o livro repetitivo, sem
surpresas ou mesmo entediante. Mas não foi. A investigação feita pela autora
leva-nos a um tempo e a uma história com alterações ao que é usualmente
contado.
Inês e Pedro são-nos, aqui, apresentados
como duas personagens além do seu tempo, onde o amor impera sobre a politica e
a guerra. Na verdade, penso que neste livro a grande novidade é a imagem que
nos é dada do príncipe herdeiro. Enquanto que em outras obras se explora a
imagem sanguinária do rei, neste é-nos justificado as suas atitudes, e as suas
ações. Pedro não é mais do que uma figura dúbia da nossa história pois para uns
é o Cru, enquanto que para outros se trata do Justiceiro.
Também Inês aparece como uma
jovem apaixonada, mas ciente da complexidade da sua posição perante a corte
portuguesa. Ela sabe que os portugueses a temem, temem a sua família e as
relações que esta última mantém com o príncipe herdeiro, bem como o ascendente que o amor, supostamente, lhe daria sobre D. Pedro. Mais, existe um
pormenor na sua vida, ainda na infância, que influência negativamente a sua imagem
perante D. Afonso IV. E essa particularidade faz toda a diferença.
Para além disso está muito bem
escrito, com uma narrativa fluida em que o rigor da época histórica acaba por
interagir com a destreza de um narrador que desenvolve a ação de uma forma
soberba, que prende o leitor do primeiro capitulo à ultima página.
Trata-se, pois, de uma leitura
que recomendo sem hesitações enquanto aguardo o lançamento de Maria da Fonte, A rainha do povo, a sair
em novembro.
Sinopse: Esta é a história de Inês de Castro, a bela aia galega que arrebatou o coração do príncipe D. Pedro, futuro rei de Portugal. Bisneta ilegítima do rei D. Sancho IV de Castela, chegara a Portugal no séquito de Dona Constança, futura mulher do príncipe, que viu o coração do noivo incendiado pela sua própria dama de companhia. Perdidamente apaixonado, o casal viveu um amor proibido, até que, após a morte de Dona Constança, passou a partilhar o mesmo tecto.
Dando largas à paixão que por tanto tempo haviam escondido, Pedro e Inês viveram dias idílicos, de paço em paço, até se instalarem em Coimbra, já casados e com três filhos.
Esta ligação desagradou ao rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro. As intrigas políticas com que os conselheiros reais o sobressaltavam, alegando que os irmãos de Inês alimentavam pretensões à coroa portuguesa, contribuíram para que o rei não descansasse enquanto não libertasse, da forma mais trágica e terrível, o filho da influência da bela galega.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
O meu segredo de Kathryn Hughes
Opinião: Depois de ter lido A carta não poderia deixar de ler O meu segredo de Kathryn Hughes. Gostei
tanto do primeiro que me ficou na memória e assim parti com grandes perspetivas
para este segundo livro. Perspetivas que não foram defraudadas.
O meu segredo conta a história de um grupo de amigos que tem um
acidente de viação, anos antes da história inicial, depois de um dia passado em
conjunto, dia esse bastante agitado e surpreendente para todas as personagens.
Esse acontecimento vai condicionar a vida de Beth e de Michael, o seu marido,
que achando que o seu amor era construído por eles ao longo das férias passadas
em conjunto, vão perceber que um segredo uniu Mary, a mãe de Beth, e Daisy,
aquela amiga que salva Michael de uma dura vida, após ter perdido o pai no
referido desastre. Estas sobreviventes ao acidente acabam por se unir, e por
unir os dois jovens.
A juntar a isto o filho de ambos,
Jake necessita de um transplante de rim e não aparece um dador compatível
dentro da família o que condiciona as opções do casal. No momento em que a
narrativa começa a mãe de Beth morre, e a ida a casa de Mary faz com que Beth
descubra o seu segredo.
Como de costume não li a
contracapa e por isso fui para o livro sem outra perspetiva que a ideia
agradável que me tinha ficado do romance anterior. Fui, pois, apanhada de
surpresa no que respeita ao enredo, que funcionando em tempos diferentes,
permite-nos perceber o presente, através do conhecimento do passado. As
surpresas sucedem-se e não são de todo perceptíveis ou espectáveis. Perde-se
esta surpresa no final, embora não pudesse ser outro. Outro talvez pusesse em
causa a coerência do livro.
Como de costume fui ver o titulo
original e verifiquem que a tradução direta seria apenas O segredo. Para mim
seria muito mais lógico este titulo, pois o que se passa não pertence apenas a
uma personagem, mas sim a várias. Não é um segredo de alguém, e que condiciona
a vida de uma personagem, mas sim um segredo coletivo, começando por três
mulheres unidas à volta de uma quarta, e que depois se prolonga no tempo a
ponto de condicionar a geração seguinte.
A escrita é clara, com uma
cadência que leva a que a leitura seja feita de uma forma fácil e o leitor
sinta a necessidade de continuar para saber como acaba a história. A construção
das personagens, o enredo e a narrativa são uma mais valia na construção do
livro.
Por isso e, mesmo para quem não
leu o primeiro, deve ler este. Uma história de humanidade, de segredos, de
salvação e de apoio entre amigos, amigos que acabam por se tornar família.
Sinopse: Há quarenta anos, foi guardado um segredo que alterou a vida de duas mulheres para sempre.
Todos os dias, ao olhar para o filho Jake, deitado numa cama de hospital, Beth agarra-se a uma réstia de esperança que insiste em fugir. A sua vida, ainda tão curta, depende de um transplante de rim. Nem ela, nem o marido, são compatíveis e já não têm familiares diretos.Mary, a mãe solteira de Beth, acaba de falecer e sempre se recusou a falar sobre o pai, mesmo sabendo que a vida do neto podia depender disso. Mas tudo muda quando Beth visita a casa da mãe. Uma carta perdida no meio das coisas de Mary prova que Beth é sua filha adotiva. A possibilidade de encontrar parentes compatíveis com Jake torna-se real para Beth.
Este é o ponto de partida para a descoberta de um passado até então desconhecido. Munida apenas da sua determinação e das escassas palavras encontradas, Beth inicia uma luta contra um muro de segredos, dúvidas e silêncios.
O Meu Segredo é um romance intenso e dolorosamente comovente que nos leva a acreditar que os milagres podem mesmo acontece.
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
O Boss de Vi Keeland
Opinião:O Boss é o primeiro livro de Vi Keeland editado em Portugal. Nas
livrarias aparece como sendo um livro erótico, e, na verdade, olhando para a capa, para a expressão que
acompanha o titulo e para a contracapa tal classificação não deixa dúvidas.
Para
mim as dúvidas surgiram durante a leitura. Na verdade, o livro tem descrições
de sexo explicitas, sem grandes metáforas ou dúbios sentidos, mas a parte mais
importante do enredo não são essas cenas. Antes pelo contrário. Essas cenas
surgem em consequência da aproximação das personagens principais e como
complemento de sentimentos que se desenvolvem e levam a que se aproximem.
O Boss, Chase Parker, é um homem
excecionalmente bonito, interessante, culto, rico, dono da sua própria
companhia. Nessa companhia vai trabalhar Reese que tinha acabado de se despedir
do emprego anterior por ter tido um caso com o seu patrão. Embora se conheçam
num restaurante, sem saberem nada um do outro, a verdade é que a jovem acaba a
trabalhar na empresa de Chase e acaba por cometer os mesmos erros do passado,
ou seja, envolver-se com o patrão.
Se
o livro fosse só isto e tendo em conta as descrições das suas aventuras
sexuais, até se poderia dizer que o livro se enquadra na literatura erótica.
Mas o livro é muito mais do que isto. Qualquer uma das personagens principais
tem um passado traumático que condiciona as suas atitudes no presente. O jovem
patrão, também ele tem o seu passado o que, se por um lado o faz compreender a
sua nova paixão, por outro vai condicionar as suas atitudes no presente,
fazendo-o tomar disposições que poderão afastar o jovem casal.
Assim
sendo o livro, na minha modesta opinião, é muito mais um drama romântico, em
que o autor através de uma escrita fluída, engenhosa e com algumas partes mesmo
engraçadas, pretende dar uma dimensão humana, por forma a que as personagens se
tornem seres que poderiam ser os nossos amigos, ou os nossos vizinhos,
apostando mais na caraterização psicológica do que na caraterização física.
De
notar que o passado da jovem, apaixonada pelo marketing e pela publicidade, é
contado pela própria quer a Chase, quer aos leitores, enquanto que o passado
deste jovem executivo nos é dado ao longo do livro através de capítulos que se
passaram sete anos antes do tempo da história, e que vão aparecendo intercalados
ao longo de toda a obra. Este aspeto é muito interessante porque prepara-nos
sub-repticiamente para um desenlace dramático dos acontecimentos, que apenas
são solucionados no presente.
Concluindo,
o livro é bastante interessante, pois a fluidez da narrativa, a construção das
personagens e o desenvolvimento da história levam-nos a querer saber como
termina este relato e assim construir, para estas figuras, a possibilidade de
um presente sorridente onde tudo acaba bem. Agora resta esperar a publicação
dos outros livros da serie Stand Alones.
Sinopse: Quando o teu patrão é convencido, mas sedutor, arrogante, mas sensual, irritante, mas
irresistível, o resultado só pode ser um?... horas extra... ordinárias.
Estás no primeiro encontro com um homem para lá de aborrecido. O que é que fazes? Finges ir à casa de banho, ligas à tua amiga e pedes-lhe que te ligue de volta, fingindo uma emergência que te tire dali, certo? Foi o que fiz. Até porque era mesmo uma emergência?
Mas um desconhecido ouviu a conversa, chamou-me pretensiosa e teve o atrevimento de me dar conselhos! Respondi-lhe que se metesse na sua vida ? na sua vida de homem alto, musculado, lindo de morrer e irritantemente convencido ? e voltei para a minha mesa deprimente.
De onde estava, não pude deixar de olhar para ele, acompanhado por uma loira bombástica. Típico!
Quando me apanhou a olhar, piscou-me o olho, levantou-se com a sua bimba e dirigiu-se à minha mesa. Pensei que fosse denunciar-me, mas, em vez disso, fingiu que nos conhecíamos, juntou-se a nós, e partilhou histórias mirabolantes sobre um passado fictício entre nós... Tenho de confessar que o meu encontro passou de chato a estranhamente excitante.
Quando a noite acabou, não parei de pensar nele, mesmo sabendo que nunca mais o veria. Afinal, quais seriam as probabilidades de voltar a encontrá-lo numa cidade com oito milhões de pessoas? Quais seriam as probabilidades de, um mês depois, ele vir a ser o meu novo Boss?
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Convencida
Confesso que não fui daquelas pessoas que amou "A rapariga no comboio". Pelo contrário. Por isso este foi lido como quem acha que, depois de todo o sucesso do primeiro, a senhora tinha de ter uma segunda oportunidade. Mas este novo livro da Paula Hawkins é em crescente. A primeira parte tem que se ler com muita atenção pois as personagens são muitas e para fazer a ligação temos de estar concentrados, pois pode tornar-se confuso. A segunda começa a interessar e a adensar a narrativa. A terceira é alucinante e a vontade de continuar a ler imperativa. E pronto. O mistério está resolvido. Mas existe uma quarta parte. E quando começamos a ler parece o remate, a explicação do que aconteceu no futuro próximo a todas as personagens. Do ponto de vista narrativo seria até desnecessário. E as tuas defesas perante a escrita e a história ficam mais fracas. Acabou, tudo está esclarecido. Até à última linha. E aí tudo muda. E tudo faz muito mais sentido. Meu Deus, muito bom.
Paula Hawkins estou rendida à tua escrita. Venham mais
Paula Hawkins estou rendida à tua escrita. Venham mais
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