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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Barão de Joanna Shupe

     Opinião: As trilogias têm dois problemas do meu ponto de vista. Um é a celeridade com que são editadas e o outro é a variação de qualidade entre os diferentes volumes.
     No que respeita à série Knickerbocker Club de Joanna Shupe o primeiro facto acabou não se apresentar como um problema, visto que os volumes foram editados rapidamente sendo que o terceiro será já editado durante este mês.
   Quando ao segundo aspeto aí já temos um problema. Recordo que gostei muito de Magnata, primeiro volume desta série. Foi mesmo um dos primeiros livros cuja critica publiquei aqui no blog, logo no início da sua existência.
   Mas a verdade é que este segundo volume já não me agradou tanto. Barão conta a história de William Sloane, irmão da jovem protagonista do primeiro volume, moço aristocrata que segue as regras sociais à letra e considera que a ordem e a tradição são para manter. Candidato politico tenta racionalizar todas as suas atitudes e ações, inclusive a escolha de uma noiva. Até conhecer Ava.
    Ava, por seu lado, é uma jovem que usa os seus talentos para se fazer passar por uma médium e assim poder sobreviver e sustentar três irmãos que vivem sobre a sua dependência após a morte dos pais.
   Um romance entre os dois tem tanto de inevitável como de surpreendente tendo em conta a caracterização que é feita. De facto, Sloane não poderia, deveria apaixonar-se por uma mulher como Ava, pois esta não se enquadra nos padrões sociais e morais que ele defende até meio do livro. Nem aqueles que defendeu no primeiro volume. Embora esta mudança de paradigma esteja explicada no livro acho-a pouco realista.
   Para além deste aspeto, o livro é previsível do principio ao fim, algo que não aconteceu no primeiro da série. Nada surpreende o leitor, que acaba por ficar mais agradado com a personagem de Tompkins o responsável pela campanha e acaba por se revelar, ele sim, uma personagem surpreendente, e muito mais do que um gestor de campanha. No final é interessante a autora ter incluído no núcleo politico uma personagem verdadeira para criar mais verosimilhança ao desfecho da história.
    Apesar disto fico a aguardar o terceiro volume, que irei ler com interesse. Reza a história, e a experiência, que os segundos volumes costumam ser os menos interessantes e assim sendo tenho a esperança que irei gostar tanto do volume a publicar como gostei do primeiro. A ver vamos.

    Sinopse: William Sloane, barão dos caminhos de ferro, conseguiu singrar a pulso na sociedade, desafiando todos aqueles que não o julgavam capaz de tal feito - a começar pelo próprio pai.

   Mas tem uma insaciável sede de poder, precisa sempre de mais. Agora, parece sentir o chamamento da vida política, e nada o distrairá do seu objetivo. Nada, talvez, a não ser a encantadora trapaceira Ava Jones…
   Desde sempre que Ava se aproveita da vulnerabilidade dos mais incautos para ganhar a vida e sustentar os irmãos. Apelidando-se de Madam(e) Zolikoff, convence o seu público de que consegue comunicar com o mundo dos espíritos. Mas Will Sloane parece estar prestes a destruir a sua reputação. Se ao menos ela conseguisse seduzir o deslumbrante milionário, ele guardaria o seu segredo, e, quem sabe, pudesse até tirar partido das habilidades dela para a sua campanha… 
    Mas conseguirá ela enfeitiçar o arrogante homem de negócios, ou será que ela própria já foi enfeitiçada?


domingo, 9 de julho de 2017

Magnata

Um novo autor. Que gostei bastante.
Uma das coisas que gosto de fazer quando acabo livros, que são séries, é pensar quais serão as personagens que virão a seguir. Neste caso fui mesmo ver a página da autora, e verifiquei que há mais três livros que espero, sinceramente, sejam publicados.
Magnata é um livro de época com um pouco de erotismo. A mistura ideal para mim. De facto nesta época vitoriana (que aqui aparece bastante bem representada) o mais importante eram as aparências. Para jovens mulheres, como a heroína deste livro, isso é bastante complicado de seguir. Na verdade, esta jovem é determinada e quer fazer a sua vida independentemente dos padrões estabelecidos.Novamente uma figura feminina além do seu tempo.
Quanto à personagem masculina, ele vem de um meio social baixo. Um homem que se fez, sofreu a intolerância, as portas fechadas,a não aceitação num determinado estrato social, o que o faz julgar todos face ao que passou. Alguém que ao longo do livro cresce enquanto homem, pois assim o obrigam as circunstâncias, se quer ficar com esta mulher forte.
Se o caso de amor é evidente, o vilão já não o será, pois existem duas hipóteses. Destas a mais lógica seria a menos atraente pois era a mais evidente. A autora de forma inteligente escolhe a outra. E, por isso mesmo, os últimos capítulos são lidos de seguida, sem parar.
Agora resta esperar pelos restantes livros da série.