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segunda-feira, 1 de julho de 2019
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
O dia em que te perdi de Lesley Pearce
Opinião: Lesley
Pearse é uma das minhas autoras favoritas. Mesmo! E por isso sempre que sai um
livro dela fico com vontade de ler e de me deliciar com a escrita da autora.
Este, no entanto, não me deixou encantada.
À medida que os dias dão lugar a semanas, perante a ineficácia da polícia e a indiferença da avó, Maisy decide descobrir por si própria o que aconteceu à única pessoa que verdadeiramente ama. E vai começar por Grace Deville, a excêntrica amiga do irmão. Grace vive isolada na floresta... e tem segredos por revelar…
O Dia em Que Te Perdi explora ternamente temas delicados e atuais. Lesley Pearse, uma contadora de histórias nata, fala-nos de perda, de esperança, de força interior, e dos inquebráveis laços de família
O
livro conta a história de dois irmãos, gémeos, Maisy uma corajosa princesa, e
Duncan, um jovem cuja sensibilidade não se adequa à época. Ambos acabam por se
tornar muito amigos, pois sentem-se muitas vezes sozinhos e abandonados. A mãe
apresenta um problema de saúde grave, que provoca um internamento, tendo o pai
levado os dois irmãos para casa de uma avó que mais não é do que uma estranha.
O problema agrava-se quando Duncan desaparece.
O
argumento é dentro da linha desta autora, o que me levava a esperar um
desenvolvimento dramático e cheio de surpresas avassaladoras. Mas tal não
acontece. O livro acaba por ser uma narrativa que não me prendeu, que fez com
que passasse a obra à espera de algo que nunca veio.
Com
uma escrita bastante correta e sem dificuldades de leitura, um tempo
cronológico sem saltos, a história dos dois irmãos não deixa de ser
interessante, sem ser extraordinária. As personagens têm construções coerentes
e, de alguma forma, fortes, mas as situações em que se vêm envolvidas nunca as
levam a subir o tom trágico, nem criando uma dimensão mais épica.
Confesso
que tinha espectativas bastante altas e que não foram, de todo, cumpridas.
Tenho pena pois não deixo de gostar bastante da Lesley Pearse como autora, mas
este não é, definitivamente, um dos que mais me agradou. Obviamente, vou
continuar a ler esta autora, mas não deixa de haver um amargo de boca.
Sinopse: Na noite em que a mãe lhes foi arrancada, os gémeos Maisy e Duncan perceberam que só podiam contar um com o outro. Se até então a vida deles não fora fácil, a partir desse momento piora dramaticamente pois o pai decide enviá-los para casa da avó, a ríspida Violet.
Os gémeos sentem-se mais abandonados do que nunca. Mas a negligência da avó tem um lado positivo: Maisy e Duncan passam a desfrutar de uma liberdade inesperada e podem explorar o campo e fazer novas amizades sem terem de se justificar a ninguém. Até ao dia em que Duncan desaparece sem deixar rasto.À medida que os dias dão lugar a semanas, perante a ineficácia da polícia e a indiferença da avó, Maisy decide descobrir por si própria o que aconteceu à única pessoa que verdadeiramente ama. E vai começar por Grace Deville, a excêntrica amiga do irmão. Grace vive isolada na floresta... e tem segredos por revelar…
O Dia em Que Te Perdi explora ternamente temas delicados e atuais. Lesley Pearse, uma contadora de histórias nata, fala-nos de perda, de esperança, de força interior, e dos inquebráveis laços de família
sábado, 30 de dezembro de 2017
Duas mulheres, dois destinos de Lesley Pearse
Opinião: Lesley
Pearse é uma das minhas autoras preferidas. E como tal não podia acabar o ano
sem ler a sua mais recente publicação em Portugal. Duas Mulheres, Dois Destinos. De referir que contrariamente ao
livro anterior que a Asa publicou este é de 2016, ou seja é uma obra recente
desta autora
Confesso
que não foi daqueles livros que li de rajada, até, mais ou menos, um terço.
Depois disso só parei no fim. No primeiro terço achei que a autora nos estava a
dar demasiadas informações sobre as jovens personagens, conhecimentos esses,
que não via qual a pertinência. Erro meu, pois esses esclarecimentos são
essenciais para entender os acontecimentos que se seguem.
O
livro não é um dos habituais da autora. Lesley costuma contar a história da
vida das suas personagens até mais tarde, mas, a verdade, é que neste livro
ficamos pelos vinte anos de ambas as moças, não perdendo, no entanto, a ideia
de história de vida.
Ruby
filha de uma prostituta, habitante de um dos piores bairros de Londres, acaba
por conhecer Verity menina da classe média, que estuda num colégio particular e
tem todas as condições de vida num bairro privilegiado.
O
encontro das duas faz com que se tornem amigas, apesar das diferenças sociais,
amizade essa que se vai perlongando no tempo. No entanto a vida acaba por as
separar fisicamente, embora as cartas que trocam lhes permita manter a
proximidade sentida desde o primeiro encontro.
Ruby
é retirada à mãe, encontrando assim alguma proteção e carinho, e Verity e a
família são despojadas dos seus bens por ordem judicial, indo viver numa casa
onde o amor é quase uma palavra proibida.
A
vida das raparigas acaba por leva-las, pois, por caminhos diferentes, mas ambos
bastante difíceis, a ponto de a separação ser ‘definitiva’. Ou talvez não.
O
romance começa em 1935 e perlonga-se pelos anos seguintes o que nos permite
conhecer uma capital londrina devassada pela guerra e pelos bombardeamentos a
que o país estava sujeito. Esse combate acentua o afastamento das jovens, pois os
meios de transporte eram escassos e complicados, e acentua, também, as
necessidades que ambas passam ao viver numa época tão conturbada.
Como
sempre Lesley Pearse constrói um romance de época em que o leitor, para além da
história das personagens principais também acompanha a história do mundo e os
acontecimentos que podem condicionar a vida de cada um.
Mais
uma boa aposta desta autora inglesa, ficando a aguardar as novas publicações
dos livros ainda não traduzidos.
Sinopse: Na primavera de 1935, em Londres, duas jovens observam enquanto a polícia retira o cadáver de um homem de um lago. Elas vêm de mundos completamente diferentes. Ruby é filha de uma prostituta alcoólica e só conhece a pobreza e o abandono. Verity, de boas famílias, vive com todo o conforto que o privilégio garante. Mas, nesse dia, começa entre ambas uma amizade que perdurará ao longo do tempo.
O destino, porém, não tardará a mostrar quão traiçoeiro pode ser: ao passo que Ruby encontra, por fim, um lar onde é amada e acarinhada, Verity sofre revés atrás de revés, e um terrível segredo do passado ameaça destruí-la. A Grã-Bretanha prepara-se para a guerra, a conjuntura é turbulenta. Apesar disso, ambas continuam presentes na vida uma da outra... até ao dia em que uma delas profere as palavras: “Morreste para mim”.
Num país dilacerado pela guerra, poderá a amizade sobreviver?
Duas Mulheres, Dois Destinos é um romance épico que nos fala de lealdade, amor, e da força dos laços de amizade perante as mais duras adversidades. Como sempre, Lesley Pearse não desilude...
O destino, porém, não tardará a mostrar quão traiçoeiro pode ser: ao passo que Ruby encontra, por fim, um lar onde é amada e acarinhada, Verity sofre revés atrás de revés, e um terrível segredo do passado ameaça destruí-la. A Grã-Bretanha prepara-se para a guerra, a conjuntura é turbulenta. Apesar disso, ambas continuam presentes na vida uma da outra... até ao dia em que uma delas profere as palavras: “Morreste para mim”.
Num país dilacerado pela guerra, poderá a amizade sobreviver?
Duas Mulheres, Dois Destinos é um romance épico que nos fala de lealdade, amor, e da força dos laços de amizade perante as mais duras adversidades. Como sempre, Lesley Pearse não desilude...
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