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segunda-feira, 6 de maio de 2019
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Até te conhecer de Judith McNaught
Opinião: Judith McNaught é uma das autoras
que leio sempre com agrado. Assim que chega um livro desta autora já sei que
vai ser uma grande história. E este Até
te conhecer não foi diferente. Tanto assim que em 48 horas as 454 páginas
estavam lidas.
Nesta narrativa vamos ter a
história de Sheridan, a sonhadora dama de companhia que após atravessar o
Atlântico sofre um acidente ficando sem memória. É por este motivo que acredita
ser Miss Lancaster. No entanto esta última era a jovem que Sherry deveria acompanhar
e que, durante uma paragem abandonou o barco com um jovem que conheceu a bordo.
Sem ter conhecimento desta fuga,
à espera de Miss Lancaster está Stephen Westmoreland pois o noivo com o qual se
deveria encontrar, tinha tido um acidente mortal.
São todos estes mal-entendidos
que vão servir de pressuposto para a construção de uma história que nos embala
e encanta ao longo da narrativa.
Um dos aspetos que me agradou foi
o facto de McNaught ir buscar personagens que já conhecíamos de Whitney, meu amor, visto que o marido da
protagonista é irmão de Stephen, e as duas raparigas acabam por se dar muito
bem pois têm bastantes comportamentos e atitudes em comum.
Este livro fez com que ficasse
presa à sua leitura pois tem vários elementos bastante sugestivos. Se por um
lado a jovem perceptora é uma mulher muito à frente do seu tempo, por outro o
jovem conde é um homem que fora de portas acaba por ser bastante conservador,
seguindo as regras impostas pela sociedade inglesa, tentando mesmo não ter de
conviver com as elites. De facto, o comportamento das suas personagens acaba
por ser de oposição visto que as educações são bastante diferentes e estas diferenças
acentuam-se e podem mesmo complicar a interação entre os dois. Deixa também
antever uma imagem das jovens donzelas, percebendo nós que algumas acompanhavam
o que era suposto fazerem, mas outras já tinham sonhos de independência e
emancipação.
Por outro lado, o livro trata de
uma forma exemplar as tentativas de suborno e de ascensão social que algumas
pessoas praticavam de uma forma muito pouco discreta. O valor que se dava naquela altera à posição
social era impeditiva de se ter princípios morais elevados. Valia tudo para se
poder aceder a um chá ou a um convite para um baile.
Assim sendo, recomendo vivamente
mais este livro desta autora americana.
Sinopse: A sonhadora Sheridan Bromleigh, professora numa escola de elite americana, é contratada para acompanhar a jovem Miss Charise Lancaster até Inglaterra, onde esta se irá encontrar com o noivo, Lord Burleton. Mas a mimada Charise tem outros planos, e acaba por fugir com um rapaz que conhece no navio, deixando para Sheridan o embaraço de dar a notícia. À sua espera nas docas está Stephen Westmoreland, que tem também algo para partilhar: Lord Burleton sofreu um terrível acidente. Stephen assume que a mulher que desce da embarcação é Charise Lancaster e está prestes a revelar a tragédia quando ela é atingida na cabeça… e perde os sentidos. Três dias depois, Sheridan acorda sem qualquer memória de quem é ou de onde vem. A única pista do seu passado está no nome pelo qual todos a tratam: Miss Lancaster. Tem o belíssimo Stephen para cuidar dela e um futuro risonho pela frente. O conhecimento do passado não parece ser assim tão importante... Mas com tantos mal-entendidos à mistura, poderá esta história acabar bem? Dos confins da América à Londres elegante da década de 1820, esta é uma aventura romântica de Judith McNaught que não vai querer perder…
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Whitney meu amor
Opinião: Judith McNaught é uma daquelas
autoras que mal sai um livro tenho de o ter na minha estante. Este também veio
logo para a estante, mas por um motivo, ou por outro, acabei por não o ler. No
entanto, assim que lhe peguei a leitura foi non stop.
Mais ainda quando percebi que Whitney, meu amor tinha sido o seu primeiro livro. Este acaba por recuperar
personagens de Um reino de sonho,
que na verdade foi escrito posteriormente. Mas os dois livros podem ser lidos
de forma autónoma e por isso não houve qualquer incompatibilidade.
Whitney é uma jovem, órfã de mãe,
que vai viver com os tios maternos para Paris a pedido do pai. Este pedido
prende-se com as suas atitudes menos formais e muito pouco próprias para a
época em que vive (1816). A moça é rebelde, pouco convencional acabando mesmo
por manifestar atitudes escandalosas quando exterioriza sem vergonhas a sua
paixão por um vizinho mais velho.
A história continua com o
crescimento de Whitney em Paris onde se transforma numa lindíssima jovem,
rodeada de pretendentes e bem aceite na sociedade que frequenta. No entanto a
evolução não altera alguns traços da personalidade da rapariga, o que apenas
adensa a coerência da personagem.
É em Paris que conhece Clayton,
duque de Claymore que se apaixona por ela. E assim começa um romance que de
monótono nada tem. As duas personagens são de tal forma fortes que o
protagonismo do livro acaba por ser dividido entre os dois.
Whitney e Clayton vão viver uma
série de peripécias perfeitamente plausíveis, tendo que alterar, ou talvez não,
a sua forma de pensar, os seus conflitos e as suas teimosias, por forma a
criarem, se possível, uma história comum. As personagens que criam os ambientes
envolventes têm também elas uma densidade psicológica que as enriquece, muitas
vezes não são o que parecem, e, simultaneamente valorizam a caraterização
espacial e temporal.
Este é um romance de época onde
nada está ao acaso, e mesmo as manifestações que saem dos cânones temporais são
explicados e são-nos explicados os desvios, para que nada falhe na coerência da
história.
O final do livro é perfeitamente
plausível, embora a resolução do conflito só se dê nos últimos capítulos, o que
leva o leitor a manter a sua atenção e o seu interesse na narrativa. Sobre os
duques de Claymore penso que ainda falta traduzir um livro, sobre o irmão de
Clayton, o que espero a Asa faça brevemente.
Sinopse: Criada por um pai severo e
frio, a encantadora e impetuosa Whitney não tem medo de dizer o que pensa. Por
conta de seu comportamento inapropriado para uma moça da sociedade inglesa do
século XIX, Whitney é forçada a mudar-se para a casa da tia em Paris, onde
recebe aulas para se tornar uma mulher sofisticada. Quando retorna à
Inglaterra, está mudada, mas ainda deseja conquistar o belo Paul, seu primeiro
amor. Mas há alguém que parece disposto a destruir sua felicidade: trata-se de
Clayton Westmoreland, um poderoso duque, que está decidido a se casar com
Whitney a qualquer preço. Publicado em 1985, “Whitney, meu amor” é o primeiro
romance de Judith McNaught, e foi responsável por consagrá-la como uma das escritoras
mais populares dos Estados Unidos.
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