Mostrar mensagens com a etiqueta Zero a oito. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Zero a oito. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

A casa à Beira-mar de Debbie Macomber

      Opinião: Debbie Macomber é uma das minhas autoras favoritas e apenas lamento que tão poucos sejam os livros que estão editados em português. Assim sendo o meu muito obrigada à Zero a Oito por ter apostado nesta escritora. Apenas posso desejar que seja uma opção editorial para se manter.
     Este A casa à beira-mar apresenta-nos Annie uma jovem perfeitamente normal, que deseja estar com os amigos, ir a festas, muito mais do que estar com a família. No entanto, uma tragédia, uma catástrofe natural que lhe leva toda a sua família directa, fá-la ver que, o que era tido como certo, nem sempre se mantém. E aí que a jovem resolve ir trabalhar e morar para uma pequena cidade costeira onde era habitual passar férias em pequena. As recordações poderão ajudá-la a fazer o luto e de certa forma a se perdoar, acabando por habitar a mesma casa que alugavam nesses verões passados.
    A história desenvolve-se através das ligações que Annie faz com os habitantes da referida cidade e de que forma eles podem ‘curá-la’ , ao mesmo tempo que os ajuda a tomarem posições e alterarem comportamentos. O livro espelha assim uma troca entre a rapariga que se sente sozinha e desamparada e um conjunto de pessoas que, também elas, tendo os seus traumas e hábitos, precisam de uma visão de fora para os alterar.
      A estrutura narrativa está perfeita, levando-nos a acompanhar o dia-a-dia das personagens e o seu desenvolvimento psicológico. Neste romance não existem personagens estáticas, mas sim ‘pessoas’ que evoluem conforme são confrontadas com a realidade e a necessidade de ir para o nível seguinte. Como se a vida, que não para, os obrigasse a tomar decisões e a mudar comportamentos e atitudes.
      Com uma escrita muito correta e encantatória a autora leva-nos ao amago das personagens que estão enquadradas num ambiente também ele bastante atraente.
     Este é, pois, um livro que recomendo sem margem para dúvidas enquanto aguardo a publicação de outros livros de Debbie Macomber.

      Sinopse: Annie Marlow passou por uma tragédia impensável e decide partir para o único lugar onde se lembra de ter sido feliz: uma casa à beira-mar numa pequena cidade na zona costeira do Noroeste Pacífico. Uma vez lá, Annie começa a restaurar o seu espírito destroçado e apaixona-se por Keaton, que lhe oferece conforto e alívio para a dor. No entanto, a vida tende a colidir com os nossos sonhos e, quando surge uma oportunidade única, Annie tem de decidir se volta a partir ou se permanece na segurança do refúgio - e do homem - que veio a chamar de lar.



segunda-feira, 9 de julho de 2018

O segredo de Helena de Lucinda Riley

     Opinião: Lucinda Riley é uma das autoras que eu nem pondero não ler. Ou seja, sempre que sai um livro dela, lá vou eu direita à livraria. E este O segredo de Helena não foi exceção.
    Como o próprio nome indica o livro é centrado na personagem Helena uma mãe de família que regressa à casa onde passou a infância, com o seu padrinho, e que acabou de herdar por morte deste. A história acaba por ter outras histórias e outras visões da atualidade incluídas na narrativa. (não é novidade para ninguém que eu adoro este tipo de estrutura narrativa). Bem, assim sendo, temos a história do regresso de Helena a Pandora (o ‘inocente’ nome da casa) com os seus dois filhos mais velhos, aguardando a vinda do marido William, com o filho mais novo, em como o aparecimento de amigos, e da filha do primeiro casamento de William. Paralelamente temos o diário de Alex, o filho mais velho, o que nos dá uma outra visão, crítica, dos factos.
   Mas a casa faz com que o presente faça renascer o passado, e abrindo a ‘caixa’ as revelações vão começar a surgir e a desenvolverem-se de uma forma que Helena não consegue travar. No final o livro dá um avanço temporal de 10 anos, o que nos permite ter consciência não só das consequências que aquele mês de verão teve na vida das personagens, mas também da forma como as mesmas evoluíram e cresceram, por fora e por dentro. No, entretanto, as reviravoltas e as surpresas são imensas agarrando completamente o leitor, ao mesmo tempo que o maravilha coma imaginação da autora. Apesar de tudo o que foi dito a história é coerente e tem um fio condutor lógico.
    Mais uma vez Lucinda Riley nos dá horas de prazer, fazendo-nos sonhar com estas pessoas que passam a ser nossas amigas. Por tudo o que foi dito recomendo o livro sem reservas.
   Uma última nota. Espero que a Zero a Oito Editora não se esqueça de publicar a continuação da saga das Sete Irmãs. O segundo volume já foi lançado quase há um ano e, depois de ter elogiado a rapidez com que este foi publicado em relação à data do primeiro, seria lamentável que interrompessem esta história tão interessante, surpreendente e atraente. Por isso, IN os leitores de Lucinda Riley estão ansiosamente à espera da publicação da história de Estrela e dos volumes que a este se seguem.

Não se esqueçam do sorteio que está a decorrer no Blog para comemorar o primeiro aniversário. Continuo à vossa espera. 


   Sinopse: Um romance ao estilo de Lesley Pearse ou Nora Roberts, escrito pela autora Lucinda Riley, autora de As Sete Irmãs.
    Quando recebe como herança do padrinho a vivenda em Pandora, ela regressa para passar o verão com a família.
    Mas assim que Helena chega percebe que toda aquela beleza idílica esconde uma teia de segredos que ocultou de William, o seu marido e Alex, o seu filho.
    Quando, por acaso, Helena encontra a sua paixão da adolescência, o passado e presente ameaçam colidir, e nada poderá ficar na mesma quando os segredos de Pandora forem revelados.





quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A irmã da tempestade de Lucinda Riley

     Opinião: Primeiro que tudo quero dar os parabéns à editorial Zero a oito pelo facto de ter sido célere a publicar o segundo volume desta coleção de livros da Lucinda Riley, As sete irmãs. Esta saga começou a ser publicada em junho deste ano, com o primeiro volume, e continua agora com a história Ally (Alcíone) a segunda irmã adotada por Pa Salt.
     Este segundo volume passa-se entre a Suíça, onde está a casa patriarcal e a Noruega onde Ally acaba por ir parar seguindo as pistas deixadas pelo pai adotivo para poder descobrir as suas origens. Passo a explicar:
     Pa Salt, homem multimilionário é o proprietário de Atlântida e acaba por adotar seis meninas que viveram consigo, com a ‘mãe’ Mariana e com Cláudia, a governanta. A morte do pai adotivo leva-as de regresso à ilha e a tomar conhecimento das disposições legais que condicionarão o seu futuro. Pa Salt deixou-lhes ainda uma carta individual e pistas que as poderão levar a descobrir as suas origens e a sua família de origem. Tal aconteceu no primeiro volume, respeitante à filha mais velha, Maia, e neste com a filha número dois, Ally.
     Assim sendo Ally que achava ter a vida programada e sem necessidade de procurar nada do que dizia respeito ao seu passado, vai por condicionantes da história, acabar por fazer isso mesmo e descobrir que as suas origens estão na fria Noruega, podendo ter uma ligação familiar com uma lendária cantora do século passado, Anna Landvik.
     O interessante desta saga é a construção que a autora faz da história das irmãs e todo o suspense que as envolve. Na verdade, existe uma sétima pista, para uma possível sétima irmã de que existência se tem conhecimento, mas que nunca viveu na ilha. Para além disso, este pai é um homem bastante misterioso, de que pouco se conhece, chegando as jovens a perceber que, apesar de se sentirem muito amadas e protegidas, pouco ou nada sabiam do trabalho e das ocupações daquele pai que amavam e amam de forma incondicional. No entanto em cada livro vamos descobrindo um pouco mais sobre este homem, embora o mistério também se adense. Outro aspeto notável, e como se parte sempre do momento em que as jovens têm conhecimento da morte de Pa Salt, a história poderia tornar-se repetitiva e pouco atraente. Nada mais falso.
     Outro elemento bastante importante destes livros são as personagens secundárias que acabam por ser uma presença ativa na narrativa, condicionando o comportamento das protagonistas e dando coerência e credibilidade à história, para além de ficarmos a conhecer as suas próprias histórias. 
     Ficamos, pois, à espero que até fevereiro a Zero a oito publique a história de Estrela (Astérope) a terceira irmã, podendo assim os leitores de Lucinda Riley continuarem a seguir os caminhos de vida destas irmãs.

     Sinopse: Em A irmã da tempestade , segundo volume da série As Sete Irmãs, as vidas de duas grandes mulheres separadas por gerações se entrelaçam numa história sobre amor, ambição, família, perda e o incrível poder de se reinventar quando o destino destrói todas as suas certezas. Ally D’Aplièse é uma grande velejadora e está se preparando para uma importante regata, mas a notícia da morte do pai faz com que ela abandone seus planos e volte para casa, para se reunir com as cinco irmãs. Lá, elas descobrem que Pa Salt – como era carinhosamente chamado pelas filhas adotivas – deixou, para cada uma delas, uma pista sobre suas verdadeiras origens. Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado. Nessa jornada, ela chega à Noruega, onde descobre que sua história está ligada à da jovem cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, à medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.