Mostrar mensagens com a etiqueta Bertrand Editora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bertrand Editora. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 5 de julho de 2019
domingo, 16 de junho de 2019
quarta-feira, 29 de maio de 2019
sexta-feira, 24 de maio de 2019
segunda-feira, 20 de maio de 2019
quarta-feira, 24 de abril de 2019
sexta-feira, 15 de março de 2019
sexta-feira, 8 de março de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Meu de Susi Fox
Opinião: O
livro Meu de Susi Fox foi um livro que me atraiu pela temática que surgia na
sinopse, me fez lê-lo com agrado devido ao desenvolvimento, mas que desfez esta
boa impressão devido ao final infeliz com que a autora termina esta sua
primeira obra
O
livro conta a história de Sacha uma jovem que teve bastante dificuldade em
engravidar e que finalmente consegue realizar o seu sonho de vir a ser mãe.
Tudo está preparado para a chegada de uma princesa, estando o hospital
escolhido, em função da qualidade e da médica que a acompanha.
Acontece
que devido a um acidente de automóvel, a jovem acaba por dar à luz de cesariana,
num hospital de que não gosta e cheio de desconhecidos. Sacha não se lembra de
nada do seu parto, sendo informada que apesar de pequeno, o seu filho, rapaz,
se encontra a evoluir. A moça pede então para ser levada ao berçário por forma
a ver o seu bebé. E é aí, logo que olha para o recém-nascido, que declara que
aquele não é o seu filho.
Toda
a história se constrói de uma forma paralela entre os dois fios condutores. Por
um lado a mãe que diz que aquela criança não é o seu filho, (não se tratando do
problema de ser um rapaz, pois as ecografias não são 100% seguras, e ela
sabe-o), e por outro, todas as pessoas envolvidas, o seu pai, o seu marido, os
médicos, as enfermeiras, que afirmam ser aquela a sua criança, sem que tenham disso
a mínima dúvida.
O
livro coloca a tónica desta forma de pensar da Sacha como uma faceta de uma
depressão pós-parto, ou a existência de uma doença mental que o parto tão
problemático e traumático poderia despoletar. A verdade é que eu acreditei na
versão e na análise da Sacha, e, nessa perspetiva, estive sempre muito
consciente da importância de um final que não deixasse dúvidas sobre quem
estava a dizer a verdade.
Mas
se a verdade acaba por vir ao de cima, o final não me pareceu plausível, tendo
em conta a caracterização psicológica das diferentes personagens, nomeadamente
a personagem principal. A Sacha que nos é descrita nunca aceitaria o final que
a autora lhe reservou, fazendo com que o livro perca força e dinâmica.
Assim
sendo, aconselho a leitura deste Meu,
embora estejam já avisados que quem ler o livro como eu ficará a sentir uma
pequena frustração com a conclusão desta obra.
Sinopse: Uma mãe diz que o recém-nascido que lhe trazem não é seu. Depressão pós-parto? Ou um dos piores pesadelos de uma mãe? Sasha vê-se obrigada a um parto prematuro, por cesariana. Mas quando o bebé nasce, ela diz que não é seu. Todos interpretam aquilo como um caso grave de depressão pós-parto, mas a situação piora. Sasha torna-se amiga de Brigitte e fica horrorizada ao descobrir que o filho dela é de facto o seu. O bebé acaba por morrer de uma infeção e Sasha dá tudo por tudo para ficar com o seu «filho» Toby.
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
O Rouxinol de Kristin Hannah
Opinião: Que livro! Como esteve
dois anos parado na minha estante e sem lhe pegar?
Primeiro
que tudo o meu muito obrigada às duas Bárbaras, a Bárbara Rodrigues e a Bárbara
Pereira por terem lido este livro comigo. Foi graças a elas que o fui buscar e
o li. Muito obrigada.
Porque,
na verdade, este é um livro extraordinário. O
Rouxinol de Kristin Hannah foi a minha estreia com a autora. O livro conta
a história de duas irmãs a Vianne e a Isabelle que vivem em França durante a
invasão alemã, na segunda guerra. Vianne, a mais velha, vê o marido partir para
a frente de batalha, ficando com a filha na casa de família. Isabelle foge do
colégio, e depois de uma passagem por Paris, por casa do pai, com quem não
tinha uma boa relação, acaba por ir viver com a irmã.
E
o quadro está lançado. Duas irmãs com uma juventude difícil, que se vêm a olhar
a guerra de maneiras diferentes. Na verdade, estas duas mulheres são duas
heroínas que não conseguem gerir os seus sentimentos da mesma forma, mas que
cada uma, por seu lado, acaba por resistir ao invasor à sua maneira. Numa época
em que sobreviver era a palavra de ordem, as jovens vivem conforme as suas
responsabilidades e as suas opções.
Estas
personagens estão de tal forma bem delineadas que, facilmente, o leitor se
esquece que se trata de uma obra de ficção e as considera suas amigas,
conhecidas, sofrendo com elas. A história é de tal forma credível que, não me
custa a acreditar, terá havido, durante a segunda guerra mundial, histórias
semelhantes. Um aspeto interessante deste livro é que só a meio é que
conseguimos compreender o título dando-lhe uma outra intensidade e pertinência,
embora, para mim, não seja o ideal.
Sendo
um livro que vai alternando entre as histórias das duas, e ainda com alguns
saltos, embora maioritariamente se passe no passado, a estrutura narrativa está
tão bem conseguida que não conseguimos abandonar o livro, pois quando queremos
acompanhar a história de uma irmã, salta para a outra, o que nos leva a querer
saber mais desta irmã, sem que não consigamos esquecer a outra.
Kristin
Hannah escreve de forma apaixonante sabendo prender o leitor capítulo após
capítulo. Um livro cinco estrelas onde a história, a construção narrativa e a
escrita fazem com que nos esqueçamos que se trata de um livro e muitas vezes soframos
e choremos com estas irmãs. Recomendo vivamente.
Sinopse: Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude.
Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros. Com coragem, graça e uma grande humanidade, a autora best-seller Kristin Hannah capta na perfeição o panorama épico da Segunda Guerra Mundial e faz incidir o seu foco numa parte íntima da história que raramente é vista: a guerra das mulheres.
O Rouxinol narra a história de duas irmãs separadas pelos anos e pela experiência, pelos ideais, pela paixão e pelas circunstâncias, cada uma seguindo o seu próprio caminho arriscado em busca da sobrevivência, do amor e da liberdade numa França ocupada pelos alemães e arrasada pela guerra. Um romance muito belo e comovente que celebra a resistência do espírito humano e em particular no feminino. Um romance de uma vida, para todos.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Noiva até sexta de Catherine Bybee
Opinião: Sendo
verão é natural que saia um livro de Catherine Bybee. Este Noiva até sexta volta a ter como personagens principais elementos
ligados à agência Alliance, agência que permite aos ricos e famosos terem um
casamento de ocasião e com termino marcado, sem que a imprensa, ou mesmo
aqueles que lhes são mais próximos o saibam.
Neste
livro Gwen é uma jovem, filha de um duque britânico, que vem para os Estados
Unidos ajudar a sua cunhada a gerir a referida agência. O problema é que
rapidamente a nossa heroína acaba apaixonada por Neil, ex-fuzileiro que é um
dos responsáveis pela segurança da família de Blake, irmão de Gwen.
Neil,
no entanto, também ele apaixonado por Gwen é perseguido por um caso do seu
passado e tem de a manter em segurança, pois devido ao seu interesse, ela
tornou-se um alvo privilegiado.
Assim
sendo a história acaba por se transformar num thriller, que supera a parte de romance
do livro. De facto, as narrativas desta serie nunca são simples ou fáceis pois
todos os protagonistas são obrigados a percorrer o seu caminho para, no fim,
poderem ficar com o seu amado.
Não
sendo um romance de qualidade superior, acaba por ser um livro bem escrito,
onde as situações e os acontecimentos são bem construídos, sendo uma leitura
leve e agradável, principalmente para esta época do ano.
Trata-se
pois de um livro leve, bem construído, de escrita agradável, sendo uma
excelente companhia para um dia de sol, seja na praia ou numa esplanada.
Sinopse: Gwen Harrison é a bela filha de um duque britânico que se muda para os Estados Unidos para gerir o negócio de casamentos da cunhada. Mas não tarda a apaixonar-se por Neil MacBain, um ex-fuzileiro que fará tudo para proteger a mulher que ama.
Neil MacBain é um ex-fuzileiro que não tem como negar o efeito que Gwen, uma belíssima aristocrata, exerce na sua alma perturbada e no seu corpo musculado. Mas claro que Gwen está muito além do seu alcance. Até que uma ameaça do passado de Neil regressa e Gwen é apanhada no meio do fogo cruzado. Agora, para a manter em segurança, ele vai arriscar tudo: a carreira, a vida… e o coração.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Os Távoras de Maria João Fialho Gouveia
Opinião: Maria
João Fialho Gouveia aparece com um novo romance histórico, desta vez sobre Os Távoras, essa família tão perseguida
pelo ministro de D. José, Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras,
Marques de Pombal.
As
personagens principais são duas cunhadas D. Mariana Barbara e D. Teresa
Tomásia. E não poderiam ser mais distintas. Enquanto a primeira é muito
religiosa e está preocupada com a salvação do mundo, da sua alma e a
importância em louvar Deus sob todas as coisas, a segunda acaba por se tornar
amante do rei, estando muito mais interessada na luxuria, nas festas, e na sua
felicidade no momento, no aqui e agora.
Na
verdade, o interessante neste livro é verificar que a família acaba por ter no
seu seio um conjunto de pessoas completamente diferentes, mas que, acima de
tudo, defendem o poder e o nome que assinam. Apesar das críticas, dos
afastamentos e até dos contrastes, nos momentos de crise, nomeadamente aquando
do terramoto de Lisboa, a família acaba por se proteger e por se unir por forma
a que todos se salvem.
Outro
aspeto a salientar é o rigor histórico que a Maria João Fialho Gouveia põe na
construção e desenvolvimento dos seus livros. Neste caso é tanto mais
importante pois existe a ideia, incorreta, de que a família Távora deixa de ter
descendentes após o tempo do Marques de Pombal, o que não corresponde, de todo,
à realidade. Mais ainda, a autora fez uma escolha feliz ao centrar a ação do
livro, no tempo anterior à perseguição e fuga, mostrando assim um clã que se
souber divertir nos momentos certos ao mesmo tempo que construía o seu poder
financeiro e social e, simultaneamente, desenvolvia a sua capacidade de
sobrevivência.
Por fim de notar a forma como o livro
está escrito. Sem artificialismos, mas com uma correção linguística e literária
que acaba por nos envolver e consegue levar-nos, como que de forma
cinematográfica, a um tempo que não é o nosso. Realço a descrição do Terramoto
de Lisboa, que é de um realismo e de um rigor histórico ímpar ao mesmo
tempo que constrói uma descrição literária sublime.
É, pois, uma obra que recomendo sem
dúvidas algumas, para quem gosta de romances históricos em particular, ou para
qualquer leitor que queira, para este verão, um livro com uma boa história e
bastante bem escrito.
Sinopse: Esta é a história da nobre família Távora, aqui contada na voz de Dona Mariana Bernarda e Dona Teresa Tomásia, duas senhoras desta ilustre Casa, que viveram em fausto e glória até o futuro marquês de Pombal tentar apagar a sua semente da face da Terra.
Apesar de unidas pelo sangue e pela vaidade da sua estirpe, as duas fidalgas não podiam ser mais diferentes uma da outra. A primeira era uma mulher religiosa e recta; já a segunda - sua tia e cunhada - entregava-se sem pruridos a uma vida de luxúria, vivendo um romance pecaminoso com El-rei de Portugal.
A altivez e o poder dos grandes Távoras muito incomodavam a Sebastião José de Carvalho e Melo, Secretário de Estado. Tanto que, quando D. José I é vítima de um intrigante atentado, Sebastião José, futuro marquês de Pombal, tratou de os inculpar, prendendo-os em masmorras e conventos, sem poupar mulheres nem crianças. O Tribunal da Inconfidência, a que presidiu, torturou os réus e condenou-os a mortes cruéis. Por fim, baniu-lhes o nome, picou-lhes as armas de família, julgou tê-los calado para sempre. Mas tê-lo-á conseguido?
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Uma verdade simples de Jodi Picoult
Opinião: Jodi
Picoult é definitivamente uma autora de que eu gosto particularmente. Este seu
último livro, Uma verdade simples,
vem provar a forma didática, mas bastante interessante como a autora desenvolve
os seus livros.
Numa
comunidade Amish é descoberto o cadáver de um recém-nascido, sendo que a jovem
suspeita pelo crime não admite sequer que tenha estado gravida. Katie Fisher
faz parte desta comunidade e é alguém que interiorizou as regras do grupo a que
pertence e pretende viver segundo elas. Quando se vê envolvida neste processo
vai ter a ajuda de Ellie Hathaway, uma advogada que está a viver na casa da tia
de Katie (banida daquela sociedade por se ter apaixonado por alguém que a ela
não pertencia) e que, desiludida com a grande cidade, e com a pessoa com quem
vivia, vai para descansar e se recompor emocionalmente.
As
duas mulheres acabam por se unir por necessidade e o leitor assiste às
diferenças entre o ‘nosso’ mundo e vida ‘simples’ dos Amish. Assim se constroem
477 páginas de puro prazer, em que não conseguimos parar de ler e de
consciencializar as diferenças entre as duas comunidades.
Não
vou falar sobre a forma superior como Jodi Picoult utiliza a escrita para expôr
as suas ideias, pois já várias vezes a referi e acho que hoje em dia ninguém dúvida
da mesma. Mas este livro consegue ainda ser superior, visto que alia a tudo o
que já sabemos que vamos encontrar (assunto polémico e difícil, cenas de
tribunal, …) um aspeto didático pela forma como nos é dado a conhecer um modo
de vida que, não sendo igual ao nosso, tem regras e princípios bem definidos, respeitados
pelos seus seguidores.
A
história tem um fio condutor bastante bem delineado, não deixando nunca de ser,
nos momentos certos, surpreendente. Embora o final não tenha sido uma novidade
(era uma das minhas suspeitas) não deixa de estar muito bem construído e a
forma como nos é revelado está muito bem escrita.Trata-se, pois, de um livro
que recomendo a toda a gente, sem qualquer dúvida.
Quero
agradecer à Maria João da Biblioteca da João e à Barbara Rodrigues do The Life of a Bookcatcher pela agradável forma como leram este livro comigo. Meninas
obrigada e espero que tenhamos oportunidade de fazer mais leituras conjuntas.
Sinopse: A descoberta de um bebé morto num celeiro dos amish abala profundamente a comunidade. Mas a investigação policial conduz a uma descoberta mais chocante: há provas circunstanciais que sugerem que foi Katie Fisher, uma jovem amish solteira de dezoito anos, que se julga ser a mãe do bebé, que lhe tirou a vida. Quando Ellie Hathaway, uma advogada desiludida da grande cidade, chega a Paradise, na Pensilvânia, para defender Katie, dá-se um choque entre as duas culturas e, pela primeira vez na sua carreira fulgurante, Ellie enfrenta um sistema de justiça muito diferente do seu.
Mergulhando profundamente no mundo daqueles que vivem uma «vida simples», Ellie terá de chegar a Katie. E, ao desvendar uma morte complexa, Ellie é obrigada a olhar também para dentro de si, para confrontar os seus medos e desejos quando um homem do seu passado entra de novo na sua vida.
quinta-feira, 1 de março de 2018
Louca de Chloé Esposito
Opinião: Louca é uma novidade que foi bastante
publicitada pela Bertrand. Na verdade, o livro acaba por ser algo estranho, no
bom sentido, algo diferente, quase esquizofrénico.
Louca conta a história de duas irmãs
gémeas, Alvie e Beth, que apesar de serem fisicamente iguais, apenas a mãe as
distingue, são na realidade muito diferentes. Beth tem uma vida de sonho, um
marido italiano lindo, que a irmã inveja e uma casa que parece daquelas de capa
de revista. A abrilhantar tudo isto tem um filho pequeno que se assemelha a um querubim.
Quanto
a Alvie, a personagem principal, é o oposto da irmã. Vive num quarto alugado,
de onde é expulsa, tem um emprego, de onde é despedida, acabando por aceitar o
convite de Beth para a visitar na sua casa, em Itália, na Sicília.
E
a partir daí é o caos, o non-senso. Um livro que começa por ser divertido, por
arrancar sorrisos e mesmo gargalhadas, em algumas passagens, e progressivamente
torna-se um livro de humor negro. Mas mesmo muito negro.
O
livro funciona como uma serie de ações, comentadas por Alvie, sendo o livro
narrado na primeira pessoa, e cujos desfechos são dramáticos. Apesar da jovem
efetuar sempre uma tentativa de solucionar esses ‘erros’, na verdade, apenas consegue
enredar mais o novelo e tornar a situação ainda mais desastrosa, para não dizer
calamitosa.
A
tudo isto juntamos uma personagem sem consciência e que mesmo assim é simpática
para o leitor, pois acaba por nos parecer bastante ingénua, mesmo naïve. No
fundo Alvie é “louca” por achar que as suas ideias brilhantes a vão fazer
solucionar os seus problemas, e lhe poderão proporcionar a vida que ela aspira
e considera que seria justa para si mesma. No fundo a nossa vilã é um
cordeirinho que descobre que gosta de parecer um lobo mau.
Se
juntarmos uma escrita bastante clara, simples e envolvida por com um certo
sentido de humor temos o remate ideal para tornar o livro numa leitura ligeira
e bastante agradável.
Tratando-se
de uma trilogia resta aguardar a continuação, para ver se o humor se mantem, e
podermos ver até onde as atitudes de Alvie a poderão levar.
Sinopse: Louca é um thriller passado em Londres e na Sicília, no espaço de uma violenta semana de verão, e que explora os temas do ciúme e do engano, do crime e da inveja. Uma gémea não só se apodera da vida perfeita da irmã, como se dispõe a continuar a vivê-la. Alvie Knightly está muito em baixo: sem objetivos na vida e a beber demais. A sua vida é ainda pior se comparada com a de Beth, a sua irmã gémea e perfeita. Beth casou-se com um italiano lindo e rico, tem um bebé maravilhoso e sempre foi a preferida da mãe. Há muito tempo que a única coisa que as gémeas têm em comum é a aparência. Quando Beth envia um bilhete de avião à irmã para que a visite em Itália, Alvie mostra alguma relutância. Mas quando é despedida do emprego que detesta e os companheiros de casa a põem na rua, começa a mudar de ideias e a pensar na luxuosa villa de Taormina. Beth pede à irmã que troque de identidade com ela durante umas horas, para poder escapar à atenção do marido. Alvie agarra com unhas e dentes a oportunidade de viver a vida da irmã, ainda que temporariamente. Porém, quando a noite acaba com Beth morta no fundo da piscina, Alvie dá-se conta de que aquela é a sua oportunidade de mudar de vida. E, afinal, o que escondia Beth do marido? E porque é que a convidou para ir a Itália? Alvie vai descobrindo segredos e mentiras à medida que mergulha mais fundo na vida da irmã morta. E terá de fazer de tudo para conseguir suportar as suas próprias mentiras.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Não é bem namorar de Catherine Bybee
Opinião: Catherine Bybee para mim é a escritora
dos livros dos dias da semana. Claro que me estou a referir à sua série cujos
títulos incluem um dia da semana. Este livro Não é bem namorar acabar por vir fora dessa sequência, funcionando
como um livro autónomo.
Jessica, jovem mãe, adiou os seus sonhos
para poder tomar conta do seu filho, nascido de uma relação adolescente. Assim
o seu objetivo é namorar um rapaz rico e que lhe permita alguma estabilidade.
Por seu lado Jack é um herdeiro texano
cansado de ser assediado pela sua herança, o que o leva a omitir a sua
identidade quando conhece a jovem Jessica.
Este jogo acaba por levá-la a achar que
a relação que cresce entre os dois Não é
bem namorar.
Confesso, e li tudo o que foi publicado
desta autora, que este é o livro que menos gostei dela. Apesar de ser um livro
leve, despretensioso, como costumam ser as obras de Catherine Bybee, este é
também arrastado e, algumas das situações desenvolvidas apresentam pouco
interesse. Há momentos em que a história não é verosímil, e dificilmente alguém
que já passou, pelo que Jessica passou, acreditaria nos embustes de Jack.
Para mim, o livro só cria algum
interesse e alguma dinâmica, quando as irmãs dos protagonistas intervêm na
história do livro e condicionam o destino das personagens.
Foi por isso um livro que li, sem grande
entusiasmo, o que lamento pois tinha a melhor das opiniões no que respeita a
esta autora.
Sinopse: Jessica, empregada de mesa e mãe solteira, é uma mulher prática e cautelosa. O seu foco é o filho e não quer namorados. A menos que fosse um homem rico, que pudesse dar estabilidade e conforto à família.
Quando lhe aparece Jack Morrison, um bonitão de cair para o lado mas que parece andar sempre falido, Jessica resiste.Na verdade, herdeiro de um hotel de luxo, Morrison está habituado a que se aproveitem de si. Por isso esconde a sua identidade e oferece-se para ajudar Jessie a encontrar um namorado rico.
Mas será que esta brincadeira parva o vai fazer perder a mulher que ama?
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
A contadora de histórias de Jodi Picoult
Opinião: A
contadora de histórias é mais uma obra que li integrada no
projeto Um ano com a Jodi. E neste
fui às cegas. De tal forma que quando dei por mim percebi que se tratava de um
livro sobre a segunda guerra, Auschwitz e o pós-guerra. Devo aqui assumir que desde que tinha ido ao referido
campo de concentração na Polónia, há dois anos, ainda não tinha conseguido
pegar num livro sobre esta temática. A Jodi apanhou-me de surpresa, e foi bom,
pois acho que desbloqueei.
Mas, tenho que confessar,
que a forma como lemos este tipo de livros, como vivenciamos as descrições do
que aconteceu naquele espaço, são interpretadas e, fundamentalmente, sentidas
de uma outra forma depois de lá ter estado e visto o espaço.
Este é um livro
surpreendente. A personagem principal, Sage, é também ela uma jovem com alguns
problemas e complexos. Trata-se de alguém que não aceita o seu passado e, como
tal, tem dificuldade em viver o seu presente o que faz com que se afaste das
pessoas, aproveitando a sua profissão, padeira, para acentuar esse afastamento.
Quanto à personagem
masculina Josef é um homem já idoso que faz parte do seu grupo de apoio de
gestão da dor e que se aproxima da jovem, de tal maneira que ela acaba por lhe
fazer confidências que não tinha partilhado com ninguém. Ele, por sua vez,
assume o seu passado, desconhecido para os seus patrícios. Deste encontro nasce
uma aproximação que se vai desenvolvendo ao longo do livro onde vamos tendo,
como habitualmente, a emergência de várias vozes.
Não querendo contar nada que
possa retirar o interesse pelo livro, posso dizer que mais uma vez, e de forma
magistral, Jodi Picoult, nos dá uma lição de história, que acaba por ser uma
lição de vida.
Num local, como Auschwitz,
onde “as condições (…) eram tão horrorosas que Deus optava por não entrar lá”,
(ideia com a qual concordo plenamente) acabamos por encontrar a amizade, a
solidariedade e o auxílio entre aqueles que sofrem sem saber porquê, sem serem
culpados de nada, mas vitimas de uma conjuntura que não tinham escolhido.
Claro de o final do livro surpreende
e a autora, mais uma vez, mas nesta obra em particular, deixa-nos sem folgo,
pensando que por vezes a vida tem um humor macabro, onde nem tudo o que parece
é.
Acho que é daqueles romances
que toda a gente deveria ler. Recomendo sem hesitações.
Sinopse: Sage Singer é padeira de profissão. Trabalha de noite, a preparar o pão e os bolos para o dia seguinte, tentando fugir a uma realidade de solidão, a más memórias e à sombra da morte da mãe. Quando Josef Weber, um velhote que faz parte do grupo de apoio de Sage, começa a passar pela padaria, os dois forjam uma amizade improvável. Apesar das diferenças, veem um no outro as cicatrizes que mais ninguém consegue ver.
Tudo muda no dia em que Josef confessa um segredo vergonhoso há muito escondido e pede a Sage um favor extraordinário. Se ela disser que sim, irá enfrentar não só as repercussões morais do seu ato, como também potenciais repercussões legais. Agora que a integridade do amigo mais chegado que alguma vez teve está envolta numa névoa, Sage começa a questionar os seus pressupostos e as expectativas em torno da sua vida e da sua família.
Um romance profundamente honesto, em que Jodi Picoult explora graciosamente até onde podemos ir para impedir que o passado dite o nosso futuro.
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Seduzido até domingo
Opinião: Este é um conjunto de livros cujo
título tem sempre referência a um dia da semana. Se a memória não me falha sai
um por ano, mais ou menos nesta altura do verão.
Este ano saiu Seduzido até Domingo que consta a
história de Meg e Valentino. Meg trabalha na Alliance, empresa que trata de
casamentos ‘arranjados’ entre pessoas da alta sociedade, aquelas pessoas que,
por qualquer motivo, precisam de ter um enlace para manter as aparências,
esconder as suas opções sexuais ou conseguir cargos políticos ou sociais. Val é
o lindo dono de uma ilha onde, o mesmo tipo de público, pode passar férias ou
finais de semana sem que seja possível detetá-los. Telemóveis, máquinas
fotográficas, todo o tipo de objetos passiveis de provar a permanência na ilha
são interditos.
Meg vai com Michael (uma
personagem que já anteriormente tinha aparecido no Solteira até sábado) para a ilha de Valentino para ver se seria,
mesmo, uma boa hipótese como local discreto de lua de mel para os seus clientes.
Mas, claro, o amor acontece.
De início pensamos que será esta
a história do livro, a atração entre os dois, mas não. O livro acaba por se
tornar numa espécie de policial, onde toda a família de Val, e algumas das
personagens dos livros anteriores acabam por estar envolvidas. De qualquer
forma, o livro acaba por ter uma narrativa muito bem urdida, com acontecimentos,
atrás de acontecimentos que nos levam a querer saber como acaba, embora este
género de romances acabe sempre bem, e este não seja diferente. O livro
leva-nos ainda a locais como Itália e os seus locais de vinicultura, onde as
provas de vinhos nos acompanham e nos permitem, de forma bastante sucinta, ter
alguma ideia de como estas se realizam, nos locais de cultivo. De referir que
as descrições dos espaços estão bastante bem-feitas.
As personagens são bem
construídas e aquelas que vêm dos livros anteriores acabam por estar bem
enquadradas e são-nos dados elementos da sua vida presente provando que estas
não ficaram paradas, o que é uma forma bastante inteligente pois é como se a
suas vidas tivessem continuado, como se de pessoas se tratassem, sem que tivéssemos
conhecimento senão neste momento de tensão.
Assim sendo, podemos dizer que é
uma boa leitura, leve, sem grandes dificuldades, mas com uma história coerente
e interessante. Ficamos à espera dos livros desta série que ainda não estão
publicados em português.
Sinopse: Meg Rosenthal: Casamenteira de dia, realista à noite, Meg não se vai deixar levar por um belo homem de negócios qualquer com o seu fato de designer. Foi a uma fantástica estância avaliar o potencial dessa ilha privada para a sua agência, não foi para namorar com o seu dono. Mas aquele homem tem um magnetismo qualquer a que é difícil resistir, até mesmo para uma mulher que se recusa a apaixonar-se. Valentino Masini: Homem de negócios bem sucedido e lindo de morrer, Valentino está habituado a ter o que de melhor há no mundo. No entanto, nunca quis nada com a intensidade com que quer Meg, que provocou um terramoto no seu coração. Mas justamente quando decide convencê-la a ficar, alguém decide tirar Meg da ilha… para sempre.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Um pequeno favor de Darcey Bell
Opinião: Depois
de ter andado pelos romances pensei que um policial seria o ideal para
continuar com as minhas leituras. Assim sendo peguei, por conselho da Vera
Brandão, a Menina dos policiais (Grande blog) neste Um pequeno favor de Darcey Bell.
O
livro conta a história de Emily, da sua melhor amiga Stephanie e do marido da
primeira, o britânico Sean. Sendo amigas Emily pede a Stephanie que quando for
à escola buscar o seu filho traga também o dela pois teria de trabalhar até mais
tarde. Este tipo de pedido, ainda mais sendo os rapazes também melhores amigos,
não tem nada de especial. O problema é que Emily desaparece, não atende o
telefone, não responde aos SMS, nada, e Sean encontra-se no Reino Unido em
trabalho, pelo que Stephanie não sabe o que fazer. Aproveita um blog que tem
para jovens mães como ela e pede conselhos. Mas a verdade é que o pai de Nicky
regressa, mas a mãe continua desaparecida.
Obviamente
que a história se complica até porque as três personagens principais revelam-se
pessoas problemáticas, com segredos perigosos de revelar, podendo mesmo pôr em
causa a sua posição social e legal. De referir que as personagens femininas são
muito mais desenvolvidas e a sua complexidade de raciocínio e de quase
construção de uma realidade paralela, acaba por as tornar bastante malévolas,
mas, simultaneamente, bastante interessantes.
O
livro é escrito a duas vozes, a das amigas, passando a três na parte final do
livro, onde Sean surge também como narrador. Eu gosto deste tipo de livros,
pois podemos ter a visão do mesmo assunto por parte das diferentes personagens.
Isso torna a leitura enriquecedora e faz com que possamos ser alertados para
pontos de vista e análises que não faríamos sem essa chamada de atenção.
A
leitura é avassaladora, sendo bastante difícil parar de ler, pois as situações
alteram-se a cada instante e são, por vezes, tão diabólicas que queremos saber
como se poderão resolver. Em determinados momentos este livro torna-se
aterrador pois as situações são perfeitamente insólitas, mas, no entanto,
plausíveis, o que nos faz esperar tudo no que respeita ao comportamento das
personagens. É interessante verificar que um livro, que gira à volta de três
personagens, pois as outras, na sua maioria, podem ser consideradas figurantes,
tem um ritmo tão célere e avassalador.
É
um livro a não perder para quem gosta de thrillers. Não tem heróis, pois na
verdade todos acabam por ter os seus pecados, nada pequenos e onde não falta a
perca da dimensão moral da vida. Mas é um livro que tem pessoas, os seus
segredos e a sua forma de lidar com eles.
Sinopse: Ela é a tua melhor amiga.
E conhece todos os teus segredos.Por isso é tão perigosa.
A vida de uma mãe sozinha desmorona-se quando a sua melhor amiga desaparece, neste thriller arrepiante, na linha de Em Parte Incerta e A Rapariga no Comboio.
Tudo começa com um pequeno favor, um gesto que as mães de bom grado fazem umas pelas outras.
Quando Emily pede à melhor amiga que lhe apanhe o filho nas escola, Stephanie nem hesita. Tal como elas, os seus filhos são melhores amigos.
Stephanie é viúva e trabalha a partir de casa, no seu blog. Vivia uma vida solitária até conhecer Emily, uma sofisticada executiva com um trabalho muito exigente em Manhattan.
Só que Emily não regressa. Não atende o telefone nem responde aos sms da amiga. Stephanie sabe que aconteceu algo de terrível e, alarmada, recorre aos leitores do seu blog para pedir ajuda. Contacta também o marido de Stephanie, o belo Sean, para lhe dar apoio emocional. É o mínimo que pode fazer.
Acabam por receber notícias terríveis.
Mas serão verdadeiras? Stephanie não tarda a dar-se conta de que nada é tão simples como parece, nem sequer um pequeno favor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








