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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O Último Fôlego de Robert Bryndza

        Opinião: O último fôlego é o quarto volume da série Erika Foster escrito por Robert Bryndza. E mais uma vez temos um livro que, em determinadas partes nos deixa sem fôlego, na verdadeira acessão da palavra.
      Neste volume vamos encontrar a detetiva Erika a ser uma das primeiras pessoas a chegar ao cenário do crime, crime esse que ela gostaria de investigar, embora não faça parte da equipa, pois trata-se do corpo torturado de uma jovem, bonita e que tinha sido abandonada pelo seu agressor num contentor de lixo, o que faz com que seja da responsabilidade dos homicídios.
     Claro que a nossa heroína consegue ir para a referida equipa e acaba mesmo, por motivos surpreendentes, a chefiá-la. Aquilo que, aparentemente, poderia ser um assassinato isolado é uma atitude e um comportamento regular, como concluem após o aparecimento de um novo corpo com o mesmo tipo de agressões e, depois de verificados os arquivos, juntam um caso anterior ao primeiro, mas em tudo idêntico.  
     Esta ocorrência torna-se não só interessante devido à escrita de Robert Bryndza, que como já disse, nas críticas aos seus livros anteriores, é simples e bastante objetiva, o que faz com que a narrativa se realize, mesmo quando os factos são realizados no passado, sem sobressaltos ou confusões, mas também porque a forma como a equipa foi criada não deixa de ser bizarra.
      A contextualização da história está feita de forma a prender o leitor, dando pistas, sem, no entanto, ser muito óbvio. A trama narrativa é conseguida sem que o facto de o leitor saber quem é o assassino tire o interesse à leitura. Pelo contrário, esta técnica narrativa, já usada pelo autor nos seus livros anteriores, leva-nos, a que nós leitores, possamos tentar construir um desenvolvimento, uma história dentro da história até a um desfecho imaginado que, na maior parte das vezes, não corresponde à criação de Bryndza. Aquilo conhecimento, que aparentemente nos tiraria o fator surpresa, acaba por o desencadear pois o final não é nada do que poderias supor, imaginar ou esperar.
      Outro aspeto que eu gosto nestes livros é que as personagens que passam de um livro para o outro, sejam a protagonista ou as personagens secundárias que giram à sua volta, vão evoluindo, vão vivendo a sua vida e tendo bons ou maus momentos, pensamentos ou vivências. Ver o evoluir das suas vidas acaba por desenvolver e humanizar aqueles que perseguem e apanham os ‘monstros’.


    Sinopse: Quando o corpo torturado de uma mulher, jovem e bonita, é encontrado num contentor do lixo, com os olhos inchados e as roupas ensopadas em sangue, a inspetora-chefe Erika Foster é dos primeiros detetives a chegar ao cenário do crime. O problema é que, desta vez, o caso não lhe pertence. Enquanto luta para integrar a equipa de investigação, Erika envolve-se no processo e rapidamente encontra semelhanças com o assassínio não resolvido de outra mulher, quatro meses antes. Largadas ambas num contentor do lixo em parques de estacionamento diferentes, têm ferimentos idênticos – uma incisão fatal na artéria femoral da coxa esquerda... E, entretanto, é localizada uma terceira vítima em circunstâncias idênticas. 

    Perseguindo as vítimas online, apresentando-se com identidades falsas, o assassino ataca mulheres jovens e bonitas de cabelo castanho comprido e desaparece misteriosamente, sem deixar qualquer pista. Como irá Erika apanhar um assassino que parece não existir? 
     Enquanto decorre a investigação, outra rapariga é raptada quando esperava por um encontro. Erika e a sua equipa têm de a localizar, para não depararem com mais uma vítima mortal, e enfrentar um indivíduo terrivelmente sádico e perigoso. 
     Alucinante, tenso e impossível de parar de o ler, "O Último Fôlego" mantém o leitor preso logo na primeira página, enquanto o livro se encaminha vertiginosamente para um final surpreendente.








segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Águas Profundas de Robert Bryndza


      Opinião: Mais um livro de Robert Bryndza. E mais um bom thriller. No entanto gostei mais do segundo do que deste terceiro. Atenção, a culpa pode ter sido minha, porque ler três livros do mesmo autor de seguida, não é algo que se deva fazer, pelo menos para mim. A escrita acaba por ser muito igual e a história anterior ainda está muito viva nas nossas cabeças.
     Este Águas Profundas remete para um corpo que depois de ter estado muitos anos submerso em águas de uma pedreira acaba por ser resgatado durante a investigação de um outro caso. Sendo a inspetora-chefe Erika Foster responsável por esse caso é ela quem se vai responsabilizar pela identificação e resolução do caso respeitante ao cadáver descoberto.
      Mas, o caso acaba por se mostrar difícil pois trata-se de uma menina que tendo desaparecido há vinte e sete anos, como provinha de uma família socialmente importante, não deixou de ser um caso mediático, que ainda hoje é falado.
       Para além do desenvolvimento do caso tomamos conhecimento de algumas decisões que Erika tomou no que respeita à sua carreira o que provocou alterações no que à mesma diz respeito. Neste livro continuamos, pois, a acompanhar a evolução da personagem principal como pessoa o que dá ao livro um carácter humanista e aproxima o leitor da protagonista. Essa para mim é a imensa, e preciosa, inovação desta série. Enquanto que noutras o detetive, inspetor, polícia, a personagem principal estagna, neste conjunto de livros Robert Bryndza vai-nos apresentando uma mulher que para além da sua competência profissional é uma mulher com qualidades e defeitos, e que luta para lidar e afastar os seus fantasmas e simultaneamente continuar a viver.
      Assim sendo, esta continua a ser uma boa aposta para quem gosta de ler este tipo de livros. E claro que continuarei a acompanhar as histórias de Erika.


    Sinopse: Debaixo de água, o corpo afundou-se rapidamente. Ali permaneceu, imóvel e imperturbável durante muitos anos, mas, lá em cima, fora de água, o pesadelo estava apenas a começar.
         Quando a detetive Erika Foster recebe uma denúncia anónima informando que uma prova fundamental relacionada com um caso de narcóticos estava escondida numa pedreira abandonada nos arredores de Londres, ela manda investigar a pista. No espesso lodo das águas encontram as drogas que procuravam, mas também os restos mortais de uma criança pequena. O esqueleto é rapidamente identificado como Jessica Collins, a menina de sete anos que fizera as manchetes das notícias vinte e seis anos antes.
      Ao mesmo tempo que tenta juntar provas novas à investigação, Erika depara-se com uma família que guarda muitos segredos, uma detetive atormentada pelo fracasso e a morte misteriosa de um homem que vivia junto à pedreira. 
       Será o assassino alguém dos elementos mais próximos da menina? Há quem não deseje ver o caso resolvido. E tudo fará para impedir Erika de descobrir a verdade.





quinta-feira, 6 de setembro de 2018

A sombra da noite de Robert Bryndza

      Opinião:  A sombra da noite é o segundo livro de Robert Bryndza que foi publicado em Portugal. E mais uma vez o autor não deixou por mãos alheias os seus créditos. Pelo contrário. Achei este livro melhor do que o primeiro.
Nesta obra Erika Foster, a inspetora-chefe nossa conhecida do primeiro volume, vai tentar descobrir quem anda a assassinar pessoas utilizando sacos de plástico. Um médico é a primeira vítima, embora rapidamente apareça uma segunda com o mesmo modus operandos.
   Falar sobre thrillers, sem contar a história ou deixar cair alguma pista essencial e que poderá tirar o prazer a quem vai ler é difícil. Por isso da história nada mais contarei. No entanto, posso afirmar sem margem para dúvidas que esta obra de Byndza está mais bem escrita do que o seu livro de estreia. A trama narrativa está mais bem engendrada e o ritmo diegético é muito mais contínuo e célere o que faz com que tenhamos vontade de o ler, parando apenas no final.
    Quanto à nossa inspetora-chefe esta mostra-se muito mais, o que permite que o leitor crie uma maior empatia com a sua personalidade. Não esteve nunca em dúvida a sua competência enquanto polícia, mas, eu pelo menos, tinha duvidado da sua humanidade e da importância que ela dava a quem a rodeava, nomeadamente à sua equipa. Aqui temos uma Erika que, para além de querer fazer justiça às vítimas, toma conta dos seus colegas.
    Outro aspeto que achei importante neste livro é a discussão que o autor faz sobre os assassinos. Nascemos assim ou as circunstâncias e as situações com que nos deparamos ao longo do nosso crescimento transformam-nos? Esta é uma discussão importante porque na realidade toda a gente é filha de alguém e, às vezes, basta nascer na cama ao lado para que a vida já tenha uma linha diferente. Destino?
    A escrita de Robert Byndza continua a ser bastante clara e objetiva. O facto de neste livro, mais ou menos a meio, nos ser dada a identidade do assassino faz com que a atenção do leitor se centre na forma como a investigação é feita e como as pontas soltas são presas. Esta construção literária faz com que a escrita seja mais difícil, pois qualquer descuido pode pôr em causa o final. Achei que aqui houve apenas um aspeto que torna previsível o desfecho, sem, contudo, ter tirado o valor ao livro ou à sua construção.
    Assim sendo, a saga da inspetora-chefe Erika Foster será uma das que irei continuar a seguir. Águas Profundas é o senhor que se segue.


   Sinopse: Numa noite quente de verão, a inspetora-chefe Erika Foster é chamada à cena de um crime. A vítima, um médico, é encontrada asfixiada na cama. Tem os pulsos amarrados e os olhos parecem querer saltar-lhe das órbitas através do saco de plástico transparente que lhe cobre a cabeça e o sufocou. Alguns dias mais tarde, outra vítima é encontrada exatamente nas mesmas circunstâncias. À medida que Erika e a sua equipa intensificam as investigações deparam-se com um assassino em série inteligente e calculista - que persegue e sabe tudo sobre as vítimas antes de escolher o momento certo para atacar. 
     As vítimas são homens solteiros, com uma vida muito reservada e um passado envolto em segredo. Porém, podem não ser as únicas pessoas a ser observadas... Erika começa a receber mensagens enigmáticas e a sua própria vida corre perigo. Ela tudo fará para desvendar o mistério que rodeia estes crimes, ainda que isso signifique arriscar a sua carreira na polícia. Imperdível!



sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A rapariga no gelo de Robert Bryandza

    Opinião: Só agora li A rapariga no gelo de Robert Bryandza e não tinha a noção do que estava a perder. Foi um livro que li em pouco mais de vinte e quatro horas. Primeiro, porque o livro é fácil de ler, sem ser simplista, segundo porque a estrutura narrativa não permite que paremos a meio.
   O livro conta a história de uma jovem que é encontrada morta debaixo de uma camada de gelo. O problema é que a rapariga pertencia a uma família ilustre, da alta sociedade de Londres, estando o pai, e toda a família, bem como algumas altas entidades, a querer condicionar a investigação.
  Quem vai coordenar a averiguação é a Inspetora-chefe Erika Foster, que embora bastante conceituada dentro da polícia, acaba de sair de um caso bastante traumático. Por outro lado, Erika não é a melhor pessoa a seguir as regras que uma indagação deste tipo pressupõe.
   E estão os dados lançados. A trama acaba por ser inteligente e densa, sem que nunca se torne confusa ou crie alguma confusão no leitor. Os capítulos levam-nos a ler os seguintes sem conseguirmos parar, ou sem que queiramos fazê-lo.
   As personagens são convincentes e bem construídas, sendo a personagem principal uma mulher forte e decidida, com faro policial, sem nunca ser uma supermulher ou alguém pouco credível. Erika é uma polícia que se humaniza ao longo do livro, criando ligações com os colegas e com as vítimas. E na verdade, acaba também por criar uma relação com o leitor.
   O final está bem construído, sendo verosímil e surpreendente. Nenhuma das pistas que o autor vai dando sobressaí a ponto de nos apontar para uma determinada direção. Pelo menos a mim, fez-me apontar ao lado e não pensei que o assassino(a) seria quem na verdade foi.
   De facto, este é um thriller que recomendo sem hesitações e posso afirmar que no #setember Thriller da Dora e da Cristina irei certamente ler outros livros deste autor já publicados em Portugal.

   Sinopse: Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspetora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação. A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres. 
    A sua última investigação deu para o torto, e agora Erika tem a carreira presa por um fio. Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima?