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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A indomável Miss Bridgerton de Julia Quinn

     Opinião: Julia Quinn está de regresso e com uma nova serie (Série Rokesby) da qual este A Indomável Miss Bridgerton é o primeiro volume. De referir que o título remete obviamente para a série mais conhecida e estimada desta autora. E tem tudo a ver, pois agora ficamos a saber o início de toda a saga já nossa conhecida.
    Esta série vai juntar a família Bridgerton, através da personagem da jovem Billie com a família Rokesby sendo, neste caso a personagem principal o primogénito George. Billie é uma moça que vive com os pais na quinta que pertence à família e que faz fronteira com a dos Rokesby. Esta Maria rapaz acaba por brincar com os seus vizinhos, todos homens, exceto Mary a sua melhor amiga, criando-se assim, junto dos progenitores, uma vontade de se tornarem realmente família pelo matrimónio. Billie considera mesmo que esse poderá ser o seu destino, lamentando apenas não suportar o irmão mais velho e herdeiro do título.
    Por sua vez George também não se sente encantado pela sua vizinha que considera pouco feminina, com opiniões demasiado definidas para uma mulher, atrevendo-se, mesmo, a ajudar o pai no governo da sua quinta e usando calças para montar a cavalo.
     Mas às vezes nem tudo o que parece é. Os dois jovens acabam, por ironia do destino, por se juntar numa situação inusitada, que os aproxima, mais do que qualquer um quer assumir perante os outros e perante si mesmo. Na verdade, ambos tentam negar a atração que é cada vez mais forte.
    Este livro acaba por ser bastante divertido, pois Quinn através dos diálogos, pensamentos e considerações que fazem sobre as situações e os seus sentimentos torna a visão do leitor tão completa que conseguimos ter a noção das más interpretações em que ambas as personagens incorrem levando-as a criarem factos onde eles não existem.
     Continuo a sentir que nestes livros as heroínas estão sempre à frente da sua época e acabam por nos mostrar que são muito menos submissas do que o que era espectável para o seu tempo.
    Não querendo contar mais do que devo, posso concluir que este livro é tão interessante e engraçado como os outros de Julia Quinn, não deixando de ser um bom exemplo da escrita da autora. Agora resta apenas aguardar pela publicação do resto desta série.


     Sinopse: Por vezes, o amor surge nos lugares mais inesperados…Não é o caso, desta vez.Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesby. As famílias são vizinhas desde sempre, e Edward e Andrew os eternos companheiros de brincadeiras de Billie. Tanto um como o outro dariam um excelente marido.Por vezes, apaixonamo-nos pela pessoa que seria perfeita para nós...Outras vezes, não.Há apenas um Rokesby que Billie não tolera de forma alguma: George. Pode ser o mais velho, e o herdeiro do título, mas é arrogante e irritante. Ainda por cima, o ódio é mútuo, algo que lhe convém na perfeição.Mas, por vezes, o Destino tem um sentido de humor perverso...Pois quando Billie e George ficarem a sós… (certamente no mais inusitado dos locais!) e os seus lábios relutantes finalmente se unirem num beijo, os dois poderão vir a descobrir que a pessoa que não suportam pode bem ser aquela sem a qual não conseguem viver.Os fãs dos Bridgerton – para os quais o fim da saga foi o fim do mundo – têm agora uma nova razão para viver. A série Rokesby – que é uma prequela às tão adoradas histórias da família mais extravagante da Regência – não só os traz de volta como conta como tudo começou… 



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Uma noite inesquecível de Julia Quinn


Opinião: Claro que saindo um livro de Julia Quinn eu tinha de o ler sem demora. E assim fiz. Mais uma vez esta autora me fez sorrir e amar as suas personagens. No entanto os livros que contam a história da família Bridgerton continuam a ter um lugar cativo nas minhas preferências literárias.
No entanto estes Smythe-Smith estão a começara a prender as minhas atenções. Neste segundo volume temos a história de Daniel Smythe-Smith que depois de ter sido obrigado a abandonar o país, por causa de uma ameaça de morte que a personagem leva a sério, regressa e encontra em casa da sua tia a jovem Anne Wynter perceptora das suas primas menores.
A atração é imediata dos dois lados, mas tudo os separa: a classe social a que cada um pertence, os segredos do passado de Anne e as tentativas das donzelas casadoiras e de suas mães em conseguir tão bem rapaz e partido, para genro.
A história é bastante divertida pois os jovens que vão, obviamente, apaixonar-se um pelo outro, usam as três crianças a cargo de Miss Wynter como desculpa para os encontros. Acontece que as pupilas são endiabradas e tentam, sem que lhes seja apresentada grande resistência, obrigá-los a executar as atividades que a elas mais prazer lhes dão. Para o leitor acaba por criar momentos muito divertidos e engraçados que nos fazem sorrir e mesmo rir enquanto lemos.
Assim sendo, a história vai desenrolando-se de uma forma divertida, mas, por outro lado, e simultaneamente, de uma forma dura pois a nossa Anne não esquece, nem o seu passado, nem acredita que para Daniel as diferenças sociais não sejam importantes no que ao amor diz respeito.
O afastamento dos dois e a aproximação final são também momentos muito bem descritos fugindo do banal e do espectável.
Este é pois mais um livro bastante agradável de uma autora que sabe, sem margem para duvidas, entusiasmar os seus leitores.

Sinopse: Ela pode não ser quem todos pensam que é…. Mas Anne Wynter não se tem dado mal no papel de precetora de três meninas da sociedade. Não deseja ser o centro das atenções e muito menos participar no horroroso concerto anual da família Smythe-Smith, mas não tem alternativa. E nem a música infernal ofusca a mágica troca de olhares com o conde de Winstead. E, embora saiba que não há lugar na sociedade para um romance entre uma precetora e um nobre, Anne é incapaz de se conter…. Ele pode correr perigo de morte… Mas não é isso que vai impedir Daniel Smythe-Smith de se apaixonar. Fascinado pela enigmática Anne, está determinado a conquistá-la, nem que isso implique passar os seus dias com uma menina de dez anos que julga ser um unicórnio. Mas Daniel tem um inimigo disposto a tudo para o matar… e quando a segurança da sua amada é comprometida, o conde tudo fará para garantir um final feliz para ambos. Pleno de romance (e de peripécias, claro!), o segundo volume da série Quarteto Smythe-Smith vai derreter o coração dos fãs de Julia Quinn.




segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Até os mares serem desertos de Julia Quinn, Eloisa James e Connie Brochway

     Opinião:Qualquer livro que tenha o nome de Julia Quinn na capa vai despertar a minha atenção e este Até os mares serem desertos não foi exceção. No entanto, e devido à minha mania de não ler a contracapa, achei que se tratava de um livro de contos, pois aparecem em coautoria mais dois nomes, um dos quais, Eloisa James, reconheço de livros que tem escrito em nome individual.
     Nada mais falso. Este é um romance dividido em três partes, três casais, em que cada parte é escrita por uma autora. Este acaba por não ser um livro escrito a seis mãos, pois nós sabemos exatamente quem escreveu que parte. Assim sendo, temos uma sequência temporal, dividida em três partes com responsabilidades autorais diferentes e centrada em três casais.
     Um aristocrata falido das Terras Altas da Escócia acaba por raptar quatro donzelas de um baile local, com o intuito de casar, com duas delas, os seus sobrinhos e herdeiros. No entanto na fuga acaba por roubar também a carruagem de Lord Bretton, com o referido nobre no seu interior. Para agravar a situação uma tempestade de neve torna as estradas intransitáveis o que faz com que as donzelas só possam ser salvas três dias depois.  E três dias é muito tempo e muita coisa pode acontecer.
     O interessante é que o livro está equilibrado, embora existam sempre características de escrita que nos levam a identificar a autora, se não tivessem nomeadas. Na verdade, se não me admirei da cadencia narrativa das autoras que já conhecia, Connie Brochway, a ilustre desconhecida do trio, foi uma agradável surpresa, pois consegue manter uma narrativa interessante, coerente, conseguindo mesmo transformar uma personagem até então descrita como alguém introspetivo, numa personagem dinâmica e com caraterísticas que se revelam a quando da sua parte. Não existe, pois, um hiato de qualidade textual entre as autoras, mas sim uma homogeneização.
     Quanto ao espaço o romance passa-se todo no mesmo castelo isolado, mas as autoras vão-nos dando espaços diferentes o que nos permite ter uma ideia plena dos castros daquele tempo. Um local que poderia ser exíguo, ou mesmo monótono, pois é sempre o mesmo, acaba por se tornar complementar da caraterização das personagens, e perfeitamente adequado às mesmas. O tempo são os três dias de nevão, divididos pelas suas respetivas partes: manhã, tarde e noite.
Este é pois um romance bastante interessantes, de leitura fácil, que recomendo, para quem gosta deste género, sem hesitação.


     Sinopse: Taran Ferguson, aristocrata arruinado, está cansado de esperar que os seus dois sobrinhos assegurem a linhagem de família através do matrimónio. Perante a passividade dos jovens, resolve tomar medidas (no mínimo) drásticas: invade o baile de um lorde com o objetivo de raptar três potenciais noivas. Mas a situação complica-se quando, inadvertidamente, rapta uma noiva a mais. Entre as eleitas encontram-se agora uma jovem lindíssima, uma herdeira de reputação ligeiramente duvidosa, uma beldade inglesa e uma incauta donzela sem nome e sem fortuna...
     E no regresso a casa a situação complica-se ainda mais. Taran não só terá de lidar com a ira de Lord Bretton, que por azar se encontrava no lugar errado à hora errada, como com o forte nevão que os encurrala a todos no decrépito castelo. À medida que as horas vão dando lugar a dias, a tentação vai insinuar-se entre o insólito grupo. Quem entre eles irá ceder?
     Escrito em conjunto por três das mais talentosas escritoras da literatura romântica contemporânea , Até os Mares Serem Desertos é uma combinação harmoniosa de talento e emoção. Um romance original, refrescante e pleno de magia!