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sexta-feira, 3 de maio de 2019
terça-feira, 5 de junho de 2018
Visão Mortal de J.D.Robb
Opinião: Os
livros de Nora Roberts como J. D. Robb são sempre responsáveis por bons
momentos de leitura. O regresso a Eve e a Roarke é sempre um regresso a um
policial de corpo inteiro e a revisitação de um casal diferente.
Neste
caso a tenente Dallas tem de conseguir encontrar um assassino de mulheres, em
que as únicas pistas são uma fita vermelha no pescoço e as mãos no peito em
sinal de oração. Para além disso, as vítimas estão sem olhos que foram, de
forma cirúrgica, retirados.
A
juntar a isto temos a ajuda de uma psíquica que consegue ter visões e aí entrar
na mente do assassino e ver as atrocidades que ele faz às suas mártires. O
plano vai sendo realizado de uma forma calma, mas sistemática até ao momento em
que a agente Peabody, colega e amiga de Dallas, sofre um ataque brutal, por
parte do assassino, que a coloca no hospital.
Como
seria espectável Eve irá conseguir resolver mais este crime, mas, no entanto,
não deixa de ser uma história retorcida onde as capacidades de relacionar os
factos provam mais uma vez a inteligência de Eve. Claro que a sua equipa de
apoio se mantêm, nomeadamente Roarke o seu amor maior, aquele que conseguiu
provar-lhe que também ela é merecedora de ser amada.
O
livro termina de uma forma surpreendente e, na minha opinião, J. D. Robb
consegue dar uma reviravolta que sendo evidente, depois de ler, não foi
totalmente clara até ao momento em que é revelada ao leitor.
Este
livro apresenta ainda algumas novidades que não eram espectáveis. Eve acaba por
contar o seu passado a Peabody, o que prova que a jovem tenente começa a
confiar naqueles que a rodeiam, o que poderá levar-nos a ter uma tenente menos
introspetiva nos próximos livros.
Outra
diferença é a parte erótica que estes policiais costumavam ter e que aqui é
bastante atenuada, sendo que a relação entre o casal, Eve e Roarke muito mais
de camaradagem e de interligação através do caso do que as cenas mais íntimas
que costumavam existir em maior número. Não me pareceu, tendo em conta a
estrutura narrativa que as mesmas fizessem falta ou o livro perdesse por causa
desta alteração.
Assim
recomendo este livro para quem gosta de policiais e para os fans de Nora
Roberts.
Sinopse: A detetive Eve Dallas procura nos cantos mais sombrios de Manhattan por um astuto assassino com uma paixão invulgar. Numa das noites mais quentes do ano, a tenente Eve Dallas é enviada para uma investigação arrepiante em Central Park. Uma vítima foi encontrada junto da superfície negra do lago. À volta do pescoço tem uma fita vermelha e as mãos estão colocadas como se estivesse a rezar. Mas são os seus olhos - removidos com uma precisão cirúrgica - que provocam um calafrio a Eve.
À medida que aparecem mais corpos, todos com as mesmas cicatrizes distintivas, a jovem fica impaciente por respostas. Contra os seus instintos, recorre a um psíquico que oferece várias visões, todas elas com detalhes precisos e chocantes dos homicídios.E quando a sua amiga Peabody é gravemente ferida depois de escapar a um ataque, as apostas são elevadas. Serão os olhos um símbolo? Um retorcido ritual religioso? Uma recordação? Com a ajuda de Roarke, Eve tem de descobrir a motivação do assassino antes que outra visão se torne noutro pesadelo…
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Dias de Esperança de Nora Roberts
Opinião: Dias de Esperança é o livro três da trilogia “Primos
O’Dwer” de Nora Roberts. E a história acaba como começou de uma forma
fantástica. Definitivamente, os primeiros volumes e os terceiros são os
melhores.
Aqui
a história vai centrar-se em Branna e Fin o casal que ainda não tinha tido o
seu volume. A história deste grupo acaba por ter um desfecho espectável onde o
bem derrota o mal, conseguindo mesmo aniquilá-lo de forma a que todos possam
viver de uma forma tranquila e feliz no futuro próximo e nas próximas gerações.
No
entanto gostei muito da forma como a autora acaba por nos descrever estas
personagens, dando-lhes algumas voltas que não eram, pelo menos para mim, de
todo aquelas que eu esperava.
Mas
vejamos, uma de cada vez. Branna é a irmã mais velha de Connor e uma feiticeira
poderosa. Uma das partes que mais me encantaram neste livro foram as passadas
na sua loja (A jovem tem uma pequena loja em County Mayo) ou no espaço em que
prepara os seus sabonetes ou cremes para venda, ao mesmo tempo que tenta criar
um veneno mortífero contra Cabhan, o eterno rival e inimigo. É muito divertido
verificar a seriedade com que realiza ambos os trabalhos, ao mesmo tempo que
com a sua amiga Meara e a sua prima Iona falam dos preparativos para o
casamento desta última. No fundo é algo comum a todos nós, podemos ter um
problema grave, que nos preocupa e ocupa bastante do nosso tempo, mas ao mesmo
tempo buscamos as coisas boas que acontecem, por forma a sobreviver da melhor
forma.
Quanto
a Fin, este é a personagem que mais transformações sofre neste livro. Começa por
ser um homem com certezas, pensamento claro, vida projetada e que, por
influência de Sorcha, de Branna e já no final do volume de Brannaugh, sofre inúmeras
transformações interiores acabando por só (re)conhecer os seus antepassados, a
sua identidade e o seu poder no final do livro.
Claro
que o bem destrói o mal e a profecia acaba por se realizar. Claro que também
aqui o amor acontece e projeta-se um outro casamento. Mas isto era o que já
sabíamos no final do primeiro livro da série. O que falta saber, a quem não leu,
é como se chega lá, e esse é um caminho bastante interessante de acompanhar
neste terceiro livro. Cabe agora à Chá das Cinco continuar a publicar os livros
desta autora que tanto nos agrada. A nós leitores cabe-nos esperar, enquanto,
já no próximo mês, nos vamos deliciar com mais uma história de Eva Dallas.
Sinopse: Branna O’Dwyer tem uma vida extraordinária. A sua pequena loja em County Mayo está a prosperar e o seu círculo próximo de amigos e familiares encontrou o amor e a felicidade. Mas o coração da jovem permanece fechado, tudo para se proteger a si e ao homem que ama de uma ameaça terrível.
Houve um momento no passado em que a relação de Branna com Finbar Burke quase os destruiu. Ambos herdaram o dom da magia, mas Fin partilha o seu sangue com um inimigo antigo e terrível. Por isso, os dois amigos permaneceram afastados (a salvo mas infelizes), apesar de secretamente desejarem o impossível. No entanto, à medida que a batalha final se aproxima, Branna e Fin ameaçam ceder à paixão e, com isso, destruir tudo o que mais amam...
quinta-feira, 5 de abril de 2018
A Obsessão de Nora Roberts
Opinião: Nora
Roberts é uma autora que sigo há anos. Comecei com A ilha das três irmãs, onde me agradou a forma como partindo de um
mito a autora acaba por criar uma história do nosso tempo, sem que esta pareça
desajustada. Depois fui continuando a ler o que ia sendo publicado. Uns
agradaram-me mais do que outros, mas nunca desisti de a seguir. Quando surgiram
os livros com o pseudónimo J. D. Robb a sua Eva Dallas acabou por me conquistar
também.
Este A Obsessão estava já a algum tempo na
prateleira e não sei porquê. A verdade é que já várias vezes tinha pegado nele
e acabei por o devolver à estante. E ainda bem. Agora foi a altura certa para o
ler. E é mais um grande livro desta autora.
A Obsessão é muito mais um thriller do que um
romance. O livro conta a história de Naomi que é filha de um assassino em
série. No entanto esta parte da história acaba por ser contada em três ou
quatro capítulos. O resto do livro é já a sua vida em adulta, uma fotógrafa de
sucesso, que acaba por finalmente se sentir segura a ponto de decidir se fixar
num local acabando por comprar uma casa.
Mas,
se por um lado ela tenta esquecer o passado, reconstruindo-se e
reinventando-se, por outro este acaba por vir atrás dela até à pacata cidade de
Sunrise Cove onde começam a aparecer pessoas mortas, imitando o modus operando do pai.
Cabe,
pois, a Naomi, ao seu irmão, agente do FBI e a Xander, o mecânico com quem
começa uma relação resolver e solucionar este caso.
O
livro transforma-se assim numa procura pelo assassino que nos leva aos
pensamentos mais íntimos da jovem e à sua necessidade de enfrentar os seus
medos, por forma a superar o passado e a olhar com otimismo e coragem o futuro.
Confesso
que há muito tempo que não gostava tanto de um livro de Nora Roberts,
recordando-me o prazer que é, ou pode ser, ler esta autora. É por isso mesmo
que nunca desisto de a ler, mesmo quando no fim fica um amargo de boca. O que
não foi de todo o caso deste A Obsessão.
Para quem gosta da autora, para quem gosta de uma boa história, para quem gosta
de um thriller, recomendo vivamente. Para quem nunca leu nada dela, mas gosta
deste tipo de livri é um bom começo.
Sinopse: Naomi Bowes perdeu a inocência na noite em que seguiu o pai para a floresta. Ao libertar a rapariga que ele prendera na cave do celeiro, Naomi revelou a extensão terrível dos crimes do seu pai, condenando-o a uma vida de prisão perpétua. Anos mais tarde, a viver como Naomi Carson, uma fotógrafa de sucesso, encontra conforto na pequena cidade de Sunrise Cove e numa casa vazia a necessitar de reparações, longe de tudo o que conhece.
Naomi quer abraçar a solidão, mas os simpáticos residentes de Sunrise Cove convidam-na a abrir-se - especialmente o determinado Xander Keaton. Naomi sente as defesas a ceder e sabe que a sua nova vida lhe oferece tudo aquilo que sempre desejou. Mas os pecados do seu pai tornam-se uma obsessão, e quando o seu mundo é abalado por uma série de assassinatos, ela percebe que o passado está apenas a um pesadelo de distância.
´
sexta-feira, 30 de março de 2018
Uma cápsula do tempo em Paris de Ella Carey
Opinião: Uma cápsula do tempo em
Paris foi um livro
que adquiri por dois motivos bastante fúteis. Um porque se refere a Paris, a
minha cidade do coração, e outra porque esta capa é linda. Mas ainda bem que me
deixei levar pela frivolidade.
O
livro de Ella Carey fala-nos da história de Cat, uma fotografa americana, que
herda uma casa na cidade luz de alguém que nunca conheceu e de quem apenas sabe
ter sido amiga da sua avó igualmente já falecida.
Cat
começa uma viagem que a leva à Belle Époque e à descoberta de um passado que se
cruza com a família de Isabelle de Florian, a senhora de quem é herdeira, e com
o presente da filha desta e do seu neto.
Cat
está, no entanto, noiva de Christian um jovem americano de boas famílias que
pretende apenas uma noiva bem-comportada e que cumpra os preceitos socais que
são espectáveis a uma jovem da sociedade burguesa americana. Assim sendo, esta
visita a Paris não é bem vista pelo jovem e por os que o rodeiam. No entanto a
jovem não hesita em permanecer o tempo necessário para descobrir qual a sua
ligação com uma família que, até então, não conhecia, nem nunca tinha ouvido
falar.
O
interessante do livro é verificar a forma como os dois tempos são
caracterizados e as suas semelhanças, apesar do que já se viveu e evoluiu,
entretanto. Na verdade, a procura de Cat leva-a a descobrir-se a si mesma e a
assumir os seus próprios valores e a suas próprias formas de vida. Cat é uma
mulher moderna que não quer ser um fantoche nas mãos da família de Christian,
nem de todos os que rodeiam o casal, acabando por se sentir mais livre e mais
ela com as suas problemáticas, os seus desejos e as suas fotografias.
A
história de Isabelle acaba por revelar o quão importante é para uma mulher,
independentemente do seu tempo, ser ela mesma e não se deixar subjugar por
vontades sociais e por regras, não escritas, mas instituídas, que em nada a
favorecem ou a completam.
Quanto
ao amor este deve nascer do respeito, da valorização do outro e do
reconhecimento das suas qualidades e dos seus sucessos. Mas, e isso o livro também
refere, só gostando de si mesmo é que poderemos criar uma ligação com outro e
com o mundo que nos rodeia.
Este
livro de capa linda, baseado em factos reais e passado em Paris é uma obra que recomendo.
Sinopse:Baseada em factos verídicos, esta é a história de um luxuoso apartamento em Paris abandonado durante setenta anos. E dos segredos que a sua herdeira vai descobrir.
A fotógrafa nova iorquina Cat Jordan lutou muito para se libertar do passado. Quando finalmente se sente pronta para iniciar uma nova vida com o seu namorado, é informada de que é a única herdeira de Isabelle de Florian, uma mulher francesa que nunca conheceu.
Cat chega a Paris à procura de respostas e descobre que é a proprietária de um apartamento da Belle Époque perfeitamente preservado, e que a família de Isabelle nada sabia desta herança. Afinal quem foi essa mulher? E porque lhe deixou o apartamento a si e não à própria família?
À medida que segredos há muito enterrados começam a ser desvendados e a atração pelo neto de Isabelle se torna tão intensa que é impossível de ignorar, Cat terá de decidir qual das suas duas vidas quer deixar para trás.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Terra de Sonhos de Nora Roberts
Opinião: O livro dois da trilogia dos
primos O’Dwyer de Nora Roberts é quase tão viciante quanto o primeiro. Neste a
personagem que Cabhan persegue é Meara.
Meara não faz parte do trio
de bruxos que o pretendem matar. Nem sequer tem quaisquer poderes mágicos. O
seu crime é ser a melhor amiga de Branna e começa a amar Connor. Ou seja, se
ele conseguir, de alguma forma, fazer-lhe mal, ou mesmo conseguir que ela passe
para o seu lado, a dor, o sofrimento, a desilusão seria bastante grande e
acabaria por enfraquecer o conjunto de opositores.
Assim, a obra continua numa
tentativa de acabar com o mal, valorizando o bem, podendo, assim, os jovens
ansiar por uma vida tranquila e feliz junto daqueles que são a sua família
alargada.
Neste livro está patente em
todas as situações a questão da família e do sangue. É importante para as seis
personagens consciencializar que acabem por formar um núcleo, uns com poderes e
sendo herdeiros dos antepassados de Sorcha, outros família por amor e escolha,
o que faz com que a luz se torne mais intensa e que o bem possa, finalmente,
ser escrito nos elementos.
Mais uma vez é um livro de
sombra e luz, onde a alegria, a felicidade e o brilho acabam por ser formas de
poder contra as trevas. É bastante interessante a forma como Nora Roberts usa
as tradições da Irlanda, os seus cantares e mesmo a valorização da utilização
do gaélico, como elemento condutor do bem e da vitória das forças da claridade.
Falta agora o terceiro livro
e o passo derradeiro que, obviamente, vai ter de ser dado por Branna e Fin, o
bruxo que tendo sangue de Cabhan não abandona os seus amigos e,
fundamentalmente, a mulher que ama, lutando ao lado da justiça, da beleza e do
bem. Serão eles, e talvez, o assumir desse amor, que poderão vingar Sorcha.
Se bem conheço a autora e,
tendo em conta a forma como este segundo livro termina, teremos um violento
desfecho, onde certamente as forças da luz triunfarão. O que resta saber é qual
o preço que terão de pagar pela vitória.
De qualquer forma, e para
quem quiser começar a ler livros desta autora, do género fantasia, como este,
continuo a aconselhar a Ilha das Três
irmãs. No entanto este também não é para recusar.
Sinopse: Três primos herdaram um dom que irá transformar as suas vidas…
As lendas e a sabedoria da Irlanda correm no sangue de Connor O’Dwyer e ele sente-se orgulhoso por chamar lar a County Mayo.
É aqui que a sua irmã Branna vive e onde os seus amigos de infância formam um círculo que não pode ser quebrado.
Meara é a melhor amiga de Branna, uma irmã em tudo exceto no sangue. Acredita que o amor é para os outros e certamente não irá cair de amores por Connor — lindo de morrer, com um bom coração e um sorriso perverso.
É mais seguro para eles permanecerem amigos pois amar Connor seria entrar em território perigoso.
Mas quando o mal que atravessa gerações reaparece para o assombrar, Connor terá de recorrer à família e aos amigos para o apoiar numa luta contra algo que ameaça tudo o que ama…
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Caminhos do amor de Nora Roberts
Opinião: Confesso que me atrasei com
os livros da Nora Roberts. Com tantos livros a sair, e o tempo a não esticar
este Caminhos do amor acabou por ir
ficando na prateleira. Mas a sua hora chegou, agora que vão editar o novo da
trilogia.
Continuo a gostar bastante de
sagas familiares e de livros onde se faz a coexistência entre a vida comum e as
capacidades paranormais. As bruxas de Nora são sempre umas personagens bastante
interessantes, ou eu não continuasse a ser fã da Ilha das três irmãs, para mim a melhor trilogia dela que li até
hoje.
Neste livro temos a jovem Iona
que abandona a sua vida para ir viver na Irlanda, terra natal dos seus
antepassados. Aí tem vai-se juntar, e viver, com os seus primos Branna e Connor,
descendentes dos Bruxos das Trevas de Mayo, que lutam contra uma força
maléfica, que tenta destruir a família há anos.
Claro que a luta entre o bem
e o mal é um principio ancestral da literatura, mas à qual, esta autora dá uma
dimensão que nos leva a considerar que se trata de uma novidade, e de um magnifico
enredo literário.
Paralelamente Iona conhece
Boyle, um dos donos do picadeiro local, onde arranja emprego. Boyle é a
encanação de todas as qualidades que ela valoriza num homem, e ao mesmo tempo um
dos melhores amigos do seu primo Connor.
E a história está montada.
Como de costume centra-se numa personagem, dando-nos indicações sobre as que
serão protagonistas nos livros seguintes. Por outro lado, é-nos dada toda a
virtualidade e o encanto do imaginário e da mitologia irlandesa. De facto,
ficamos encantados com o que aquelas paisagens nos transmitem, e no que nos é
possível antever da cultura ancestral que está subjacente aos factos descritos.
E assim sendo, mais uma vez,
Nora Roberts acaba por nos enredar num mundo sobrenatural, em que, no entanto,
nada nos parece estranho ou inimaginável. A conivência entre uma realidade plausível
e os fenómenos de magia, desenvolvidos pelas personagens principais está de tal
forma bem construído, e justificado, desde o início do livro, que nada acaba
por ser inverosímil e tudo se adequa para que os finais das diferentes
histórias se desenvolvam.
Assim resta-nos aguardar
pelo desenrolar da narrativa de Connor no segundo volume cuja publicação já está disponível nas livrarias.
Sinopse: Iona Sheehan sempre ansiou por devoção e aceitação dos pais, mas foi só na terra da avó que recebeu os dois: Irlanda, país de florestas exuberantes, lagos deslumbrantes e lendas centenárias, onde o sangue e a magia dos antepassados fluem há gerações.
Iona chega à Irlanda apenas com as indicações da avó, uma atitude otimista perante a vida e um talento inato com cavalos. Perto do castelo luxuoso onde está hospedada, encontra os seus primos, Branna e Connor O’Dwyer. E como família é família, eles convidam-na para a sua casa e para as suas vidas.Quando Iona arranja emprego nos estábulos locais e conhece o dono, Boyle McGrath, todas as suas fantasias se reúnem num só homem. Será que com ele vai conseguir viver a vida com que sempre sonhou? Infelizmente nada é o que parece. Um mal antigo espalhou-se na sua família e tem de ser combatido. E quando família e amigos lutam entre si, será possível encontrar os caminhos do amor?
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Rutura Mortal de J. D. Robb
Opinião: Cada vez gosto mais dos livros da
J.D.Robb. Acho que gosto ainda mais da Nora Roberts quando ela escreve sobre o
seu pseudónimo. A verdade é que a história é sempre atraente, a inspetora Eve e
o seu atraente marido Roarke, são duas personagens muito bem construídas mesmo
naquilo que os distingue.
Esta história não foge ao
habitual. Eve tem de investigar um duplo homicídio em que a principal suspeita
é uma funcionária da empresa de segurança do seu marido. E, ainda por cima, não
é uma funcionária qualquer, é a filha da secretária e amiga de Roarke.
Como se não fosse já o bastante
durante a investigação, pois nem Eve nem Roarke acreditam na culpa da
executiva, descobrem pormenores sobre o passado da inspetora. Detalhes que
podem afastar o casal devido aos diferentes pontos de vista quanto às formas de
atuar perante o exposto.
É nesta dualidade que acabam por trabalhar
em conjunto, no que ao caso diz respeito, e por se afastar, no que ao casamento
se trata.
Esta ambivalência de sentimentos
e ações, acaba por o tornar num livro denso, em que a investigação policial,
sempre muito bem descrita e com uma análise psicológica primorosa, nos leva,
desta vez, para um conjunto de reflexões dos protagonistas sobre o amor. Muito
interessante, pois estas são de tal forma distintas que acabam por acentuar as
diferenças entre o casal e demonstram os caminhos diferentes que fizeram na
vida até se encontrarem.
Depois temos todas as personagens
secundárias, mas que acompanham este casal, quer seja de forma pessoal, quer
seja de forma profissional. Todas elas servem para criar um ambiente que nos
envolve e nos cativa. Os diálogos são interessantes e refletem a forma como os
outros vêm o casal, quer seja profissionalmente quer seja pessoalmente.
Sendo uma série passada no futuro, onde os androides se cruzam com os humanos e os gadgets são uma presença assídua, a verdade é que podemos reconhecer muitos dos nossos dilemas e dos nossos problemas, acabando por ser uma série onde o que importa realmente é o ser humano.
Sendo uma série passada no futuro, onde os androides se cruzam com os humanos e os gadgets são uma presença assídua, a verdade é que podemos reconhecer muitos dos nossos dilemas e dos nossos problemas, acabando por ser uma série onde o que importa realmente é o ser humano.
Sinopse: Reva Ewing é uma especialista em segurança nas empresas Roarke. Agora é também a principal suspeita de um duplo homicídio. Tinha todos os motivos para matar o marido que cometera adultério com a sua melhor amiga.
Mas a tenente Eve Dallas acredita na inocência de Reva. Os seus instintos dizem-lhe que tudo parece excessivamente planeado no local do crime e, à medida que ela investiga, surgem novos detalhes: a vítima morrera esfaqueada com uma faca de cozinha e foram destruídas informações vitais no seu computador.
Para Roarke, esse ataque informático constitui a verdadeira ameaça. Ele e Reva preparavam um novo programa para combater terroristas cibernéticos que infetam sistemas informáticos de empresas. E agora, de modo a impedir que um vírus se propague no país inteiro, terão de ser eles a infiltrar-se em organizações secretas… e a lidar com as consequências mortais.
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