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domingo, 26 de maio de 2019
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Os Anagramas de Varsóvia de Richard Zimler
Opinião: Os
Anagramas de Varsóvia de Richard
Zimler foi um dos poucos livros deste autor que li e não me conquistou.
Confesso que ainda hoje me lembro do prazer que foi ler O Último Cabalista de Lisboa e, talvez por isso, esperava que o
mesmo acontecesse com esta obra. Mas lamento dizer que tal não aconteceu. Valeu
ser uma leitura conjunta, porque acho que se assim não fosse, não teria acabado
o livro.
Claro
que o livro está magistralmente escrito e nada pode por em causa a qualidade
literária do autor. Na verdade, noto que desde que fui Auschwiz estou muito
mais sensível no que à temática da segunda guerra diz respeito, e aos horrores
que os judeus sofreram em particular. Se juntarmos a este facto o assassinato
macabro de uma criança, a sensibilidade aumenta. No entanto, considero que
aquilo que menos me agradou, e daí, provavelmente, a falta de empatia com o
livro, foi o facto do sobrenatural que o livro encerra.
A
personagem principal do romance Erk Cohen é um psiquiatra judeu que durante a
ocupação nazi foi viver para um gueto em Varsóvia com a sua sobrinha e o seu
sobrinho neto Adam. Um dia, em que o jovem rapaz sai sozinho acaba por
desaparecer e, posteriormente, por aparecer morto, tendo sido o seu cadáver
profanado. E este vai ser o desafio para Erik. Perceber porquê? Qual a razão de
tal ato? Quem o matou? Até que surge outro cadáver. E a história está montada.
Mas
nem tudo o que parece é. Ou seja a personagem principal é alguém que quer saber
tudo o que se passou por forma a poder acalmar os seus fantasmas. Ou os
fantasmas dos outros. Ou a sua própria essência.
Eu
para gostar de livros que não sejam completamente reais preciso que estes
tenham uma coerência (que o livro tem) que me prenda e transforme, na minha
leitura, o sobrenatural em algo real e objetivo. E neste último aspeto o livro
não me convenceu.
Concluindo
gostei da escrita, embora a elaboração fantasista da história não me tenha
prendido. De qualquer forma não vou de desistir de ler este autor.
Sinopse: Um romance policial arrepiante e soberbamente escrito passado no gueto judaico de Varsóvia. Narrado por um homem que por todas as razões devia estar morto e que pode estar a mentir sobre a sua identidade…
No Outono de 1940, os nazis encerraram quatrocentos mil judeus numa pequena área da capital da Polónia, criando uma ilha urbana cortada do mundo exterior. Erik Cohen, um velho psiquiatra, é forçado a mudar-se para um minúsculo apartamento com a sobrinha e o seu adorado sobrinho-neto de nove anos, Adam. Num dia de frio cortante, Adam desaparece. Na manhã seguinte, o seu corpo é descoberto na vedação de arame farpado que rodeia o gueto. Uma das pernas do rapaz foi cortada e um pequeno pedaço de cordel deixado na sua boca. Por que razão terá o cadáver sido profanado?
Erik luta contra a sua raiva avassaladora e o seu desespero jurando descobrir o assassino do sobrinho para vingar a sua morte. Um amigo de infância, Izzy, cuja coragem e sentido de humor impedem Erik de perder a confiança, junta-se-lhe nessa busca perigosa e desesperada.
Em breve outro cadáver aparece - desta vez o de uma rapariga, a quem foi cortada uma das mãos. As provas começam a apontar para um traidor judeu que atrai crianças para a morte.
Neste thriller histórico profundamente comovente e sombrio, Erik e Izzy levam o leitor até aos recantos mais proibidos de Varsóvia e aos mais heróicos recantos do coração humano.
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Frágil de Jodi Picoult
Opinião: Por causa do projeto Um ano com Jodi do grupo da Dora do
Books & Movies andei este mês a ler Frágil
da Jodi Picoult. Este era um livro, como vários outros da mesma autora, que
tinha há muito tempo nas minhas estantes. Não por não gostar da Jodi, mas sim,
por gostar demais. Esta autora é daquelas que nos leva por histórias difíceis e
que nos faz pensar e repensar sobre esses mesmos temas.
Este é sobre Willow uma menina
com osteogénese imperfeita, conhecida como a doença dos ossos de vidro. A jovem
foi diagnosticada antes de ter nascido numa segunda ecografia. Na primeira já
havia a possibilidade de haver alguns problemas embora ainda nada que pudesse
ser conclusivo. No entanto a mãe de Willow resolve processar por negligência
pré-natal a obstetra que a acompanhou, nada mais nada menos, do que a sua
melhor amiga, Piper.
E pronto. Aqui está a história
que nos leva para junto de uma família que luta por sobreviver. A juntar temos
o pai policia, que não sabe bem as
posições que deve tomar e uma filha mais velha que se sente abandonada e posta
de lado por quem a rodeia, inclusive a sua melhor amiga, filha de Piper.
Por seu lado Piper não entende
como é possível tal lhe ter acontecido, e gere, se calhar não da melhor forma,
como pode esta atitude de alguém em quem confiava sem limitações.
Mais uma vez a história se
entrecruza com outras por forma a criar um desfecho surpreendente. Jodi faz-nos
pensar que o que parece ser a melhor solução, nem sempre é, e mesmo quando
achamos que temos uma opinião definitiva sobre um assunto, isso não é verdade.
Esta autora tem sempre esta característica faz-nos duvidar das nossas certezas,
e leva-nos a repensar as nossas convicções.
E este livro não é diferente. As
personagens têm uma densidade psicológica grande, também elas contraditórias e
cheias de defeitos. Tal como nós, as personagens praticam ações menos corretas,
mesmo que pelos motivos certos, mantêm relações nem sempre perfeitas, mas
humanas. Aquelas personagens são os nossos colegas de trabalho, os nossos
vizinhos, os nossos amigos, e por isso nos fazem sorrir, nos magoam, nos
surpreendem ou nos fazem chorar.
Embora não seja o melhor livro
dela é uma obra que se lê com vontade e nos apresenta um final surpreendente. Foi
pois uma forma magnifica de começar este projeto que não quero de todo
abandonar.
Sinopse: Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita – uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência – por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido...
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