segunda-feira, 16 de abril de 2018

Até te conhecer de Judith McNaught

     Opinião: Judith McNaught é uma das autoras que leio sempre com agrado. Assim que chega um livro desta autora já sei que vai ser uma grande história. E este Até te conhecer não foi diferente. Tanto assim que em 48 horas as 454 páginas estavam lidas.
   Nesta narrativa vamos ter a história de Sheridan, a sonhadora dama de companhia que após atravessar o Atlântico sofre um acidente ficando sem memória. É por este motivo que acredita ser Miss Lancaster. No entanto esta última era a jovem que Sherry deveria acompanhar e que, durante uma paragem abandonou o barco com um jovem que conheceu a bordo.
   Sem ter conhecimento desta fuga, à espera de Miss Lancaster está Stephen Westmoreland pois o noivo com o qual se deveria encontrar, tinha tido um acidente mortal.
    São todos estes mal-entendidos que vão servir de pressuposto para a construção de uma história que nos embala e encanta ao longo da narrativa.
   Um dos aspetos que me agradou foi o facto de McNaught ir buscar personagens que já conhecíamos de Whitney, meu amor, visto que o marido da protagonista é irmão de Stephen, e as duas raparigas acabam por se dar muito bem pois têm bastantes comportamentos e atitudes em comum.
     Este livro fez com que ficasse presa à sua leitura pois tem vários elementos bastante sugestivos. Se por um lado a jovem perceptora é uma mulher muito à frente do seu tempo, por outro o jovem conde é um homem que fora de portas acaba por ser bastante conservador, seguindo as regras impostas pela sociedade inglesa, tentando mesmo não ter de conviver com as elites. De facto, o comportamento das suas personagens acaba por ser de oposição visto que as educações são bastante diferentes e estas diferenças acentuam-se e podem mesmo complicar a interação entre os dois. Deixa também antever uma imagem das jovens donzelas, percebendo nós que algumas acompanhavam o que era suposto fazerem, mas outras já tinham sonhos de independência e emancipação.
   Por outro lado, o livro trata de uma forma exemplar as tentativas de suborno e de ascensão social que algumas pessoas praticavam de uma forma muito pouco discreta.  O valor que se dava naquela altera à posição social era impeditiva de se ter princípios morais elevados. Valia tudo para se poder aceder a um chá ou a um convite para um baile.
    Assim sendo, recomendo vivamente mais este livro desta autora americana.

     Sinopse: A sonhadora Sheridan Bromleigh, professora numa escola de elite americana, é contratada para acompanhar a jovem Miss Charise Lancaster até Inglaterra, onde esta se irá encontrar com o noivo, Lord Burleton. Mas a mimada Charise tem outros planos, e acaba por fugir com um rapaz que conhece no navio, deixando para Sheridan o embaraço de dar a notícia. À sua espera nas docas está Stephen Westmoreland, que tem também algo para partilhar: Lord Burleton sofreu um terrível acidente. Stephen assume que a mulher que desce da embarcação é Charise Lancaster e está prestes a revelar a tragédia quando ela é atingida na cabeça… e perde os sentidos. Três dias depois, Sheridan acorda sem qualquer memória de quem é ou de onde vem. A única pista do seu passado está no nome pelo qual todos a tratam: Miss Lancaster. Tem o belíssimo Stephen para cuidar dela e um futuro risonho pela frente. O conhecimento do passado não parece ser assim tão importante... Mas com tantos mal-entendidos à mistura, poderá esta história acabar bem? Dos confins da América à Londres elegante da década de 1820, esta é uma aventura romântica de Judith McNaught que não vai querer perder…



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