domingo, 7 de outubro de 2018

#Projeto Karin Slaughter

Olá
O encontro de Book Tubers em Leiria deu já um fruto: o projeto que eu desafiei a Dora, do canal Books and Movies, a fazer:  um ano, ou melhor sete meses, com a Karin Slaughter. 
E ficou ali mesmo decidido que o projeto iria para a frente e que seria da nossa responsabilidade.
Os livros que seleccionamos são, e a ordem é arbitrária: 

         A boa filha;
         Flores Cortadas;
         Tríptico;
         Fracturado;
         Génesis;
         Um muro de silêncio;
         Sabes quem é; 
´
Sendo que o primeiro é Flores Cortadas. 
Assim sendo de 1 a 30 de novembro será este o livro que vamos ler. 

No dia 15 de novembro eu e a Dora anunciaremos qual o livro de dezembro. 

Quem quiser participar é através da #Projeto Karin Slaughter

A única coisa que têm de fazer é dizer que querem participar e nós no grupo do Facebook vamos marcando as páginas para ler e durante o mês conversamos. 

Estamos pois à vossa espera!
          
         


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

The Kitchen Boy: Os últimos dias dos Romanov de Robert Alexander

      Opinião: Que romance! Começo por afirmar que este The Kitchen Boy, Os últimos dias dos Romanov é um romance cinco estrelas.
    De facto, e apesar do livro ser de 2005, e estar na prateleira desde essa altura, só agora me dispus a lê-lo. Quero agradecer às meninas que o leram comigo (e só não as cito, individualmente, porque ainda foram algumas) e que ainda tornaram esta leitura mais especial.
    Mas a verdade é que este romance é, por si só, um romance muito bom e interessante.
    O romance conta a história do ajudante de cozinha do czar Nicolau II e da sua família quando estes se encontravam já presos pelos bolchevistas. Este rapaz, que fazia parte de um grupo reduzido de acompanhantes da família real russa, vai ser o único sobrevivente do grupo e vai ser a única testemunha da execução daqueles que tinham sido os seus amigos até aquele momento.
    Obviamente que o livro vai fazer coincidir elementos históricos com criações provenientes da imaginação de Robert Alexander, o autor do livro. Mas, mesmo assim, a narrativa é coesa, as personagens são credíveis e em algumas situações conseguimos perceber que o fundo de verdade existe e, está presente na construção da trama narrativa da história. Os crescentes dos acontecimentos manifestam-se no crescente das ações e o autor consegue que o leitor fique preso ao desenvolvimento da obra, que termina com um final surpreendente.
     Com uma escrita correta, clara e completamente absorvente o livro torna-se uma companhia que não conseguimos deixar de acompanhar e, efetivamente, transforma-se numa história é inesquecível. Com um final inesperado, em que o passado e o presente acabam por se cruzar projetando um futuro diferente e mais democrático.
     Este é pois um romance histórico que aconselho sem margem para dúvidas. 


    Sinopse: A 16 de Julho de 1918, o curso da história da Rússia mudou para sempre. Nessa noite, o czar Nicolau II e a sua família foram brutalmente executados pelos bolcheviques. Houve apenas uma testemunha - o ajudante de cozinha. Ele é a única pessoa viva que realmente sabe o que se passou. Que segredos nos serão revelados sobre os últimos dias dos czares? É que, apesar de já ter passado quase um século, a prisão e execução do czar Nicolau e da sua família continuam envoltas em mistério e fascínio.
Numa prosa absorvente e elegante, combinando factos e ficção, Robert Alexander reconta a história através de Leonka, em tempos ajudante de cozinha dos Romanov, que afirma ser a "última testemunha viva" da brutal execução da família imperial.



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O homem que não ligou de Rosie Walsh

      Opinião: Este foi um livro que me passou despercebido. Acho que a capa não está bem conseguida, nem é apelativa. No entanto a Fernanda Carvalho do blog As-leituras-da-Fernanda publicou uma critica bastante elogiosa ao livro, que me motivou para a sua leitura. Obrigada Fernanda.
     Este é um livro fantástico. Começa por ser um perfeito romance, o encontro entre duas pessoas que em menos de uma semana percebem que estão apaixonadas e que não se trata de apenas uma atração, mas sim de amor verdadeiro.
    No entanto ao fim de uma semana o nosso jovem protagonista tem de se ausentar, numas férias já anteriormente marcadas. Combinam estar permanentemente em contacto, pois será para ambos bastante difícil tal separação. Sarah, a personagem principal feminina estranha o silêncio do jovem e, tem a certeza que aconteceu alguma coisa a Eddie pois, contrariamente ao concertado, ele não liga. E assim começa um romance que vai de surpresa em surpresa até ao desfecho final.
     Para além de nada ser o que parece, a escrita de Rosie Walsh promove uma continuidade que, nos leva de forma natural ao passado das duas personagens sem que nada seja estranho ou confuso.  E as reviravoltas são permanentes até ao capítulo final.
    Todo o passado das duas personagens é dissecado e o seu presente é-nos dado através das suas vozes, na primeira pessoa. O interessante é que as descobertas que vão sendo feitas por Sarah são feitas em simultâneo pelo leitor, mesmo quando já temos as informações dadas por Eddie.
    Não querendo contar nada, mas ao mesmo tempo, querendo despertar a vossa curiosidade por este livro, que na minha opinião passou, injustamente, bastante desapercebido num verão cheio de bons livros, tenho que referir que embora possa, em alguns momentos, parecer um thriller, o livro é fundamentalmente um romance, onde o amor, seja de que tipo, é sempre valorizado e redentor.
A escrita da autora e a forma como desenvolve a trama narrativa, aleada a uma história frenética, sem ser confusa, faz com que fique a aguardar e a esperar que haja mais lançamentos de obras de Rosie Walsh no nosso país.

     Sinopse: Imagine que conhece um homem e se apaixona loucamente. E é recíproco. São almas gémeas. E um dia ele desaparece sem deixar rasto.É o que acontece a Sarah. O seu primeiro encontro com Eddie é acidental mas tão intenso que não voltam a separar-se durante sete dias. São dias mágicos em que partilham tudo e se dão a conhecer sem reservas. Sabem que o que sentem um pelo outro é profundo e verdadeiro. Até que ele parte numa viagem breve. Promete telefonar. Mas não telefona. Nunca mais.Passam-se semanas, meses… e a preocupação de Sarah intensifica-se. Não acredita nos amigos, que tentam convencê-la a esquecê-lo. Afinal, dizem, ela não é a primeira pessoa (nem a última) a ser ignorada por um amante. O melhor, garantem, é seguir em frente e não pensar mais no assunto. Mas ela não é capaz. Pois sabe – e sabe, com toda a certeza – que algo de terrível aconteceu.E um dia descobre que, afinal, tinha razão.


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O assssino do crucifixo de Chris Carter

        Opinião: O assassino do crucifixo é o primeiro livro que leio de Chris Carter. Confesso que andei a adiar a leitura deste autor, mas a verdade, é que não sei bem porquê. De qualquer forma foi agora.
       O livro começa com uma cena muito gráfica, uma descrição muito realista e muito pormenorizada.  De facto, o início do livro acaba por ser bastante forte e agressivo. Tanto mais que se trata de algo que percebemos, logo no capítulo seguinte, se passou num tempo futuro.
    Se neste momento tive de respirar fundo e tentar absorver todas as informações, de seguida o livro desenvolve de forma cronológica e os acontecimentos surgem de forma gradual e sem grandes sobressaltos para o leitor. Não deixando de ter uma escrita cinematográfica Chris Carter acaba por conseguir criar um crescente e uma dinâmica que nos leva a ter a sensação de que estamos a ler um texto que facilmente poderia tornar-se num filme de ação.
      As personagens principais, que penso se mantêm ao longo da série, são bastante bem construídas e acabam por serem os fiéis representantes da humanidade, no sentido lato, da história. Não são perfeitos, não são isentos de erros, são pessoas com bons e maus pensamentos e atitudes, sejam elas físicas ou morais. São aqueles que mantêm a normalidade e a dimensão humana dentro da história.
    Obviamente que vou continuar a ler este autor brasileiro, que vive na América e escreve em inglês. Este aspeto é importante porque em todo o livro está patente uma critica à sociedade americana e à sua posição face a elementos diferentes, nomeadamente as minorias étnicas. Nota-se que o autor não quer apenas fazer um thriller, quer também ter uma função crítica e mesmo moralizante, sem ser moralista.
    Para quem quiser ler um livro de ação, às vezes intenso, mas que não conseguimos largar sem sabermos todos os pormenores, este Assassino do Crucifixo é uma muito boa opção. Quanto a mim vou ler ainda este ano, sem margem para dúvidas, O carrasco do medo.  

     SinopseO corpo de uma jovem é encontrado numa cabana abandonada, no meio de uma floresta. Quando é chamado ao local do crime, o detetive Robert Hunter vê-se no meio de um cenário que parece saído de um filme de terror.

       Nua e presa pelos braços a dois postes, a vítima foi torturada até à morte e no seu corpo foi entalhada uma cruz que o detetive reconhece de imediato: é a assinatura de um psicopata conhecido como Assassino do Crucifixo. Mas como é possível, se o Assassino do Crucifixo foi condenado e executado há dois anos?
Poderá este criminoso ser um imitador? Ou será que o impensável aconteceu e ele está, afinal, vivo e à solta? O detetive Robert Hunter e o seu parceiro embarcam numa investigação perigosa para descobrir a verdade e capturar de uma vez por todas este violento assassino.
      Mal sabem eles que estão, na verdade, prestes a entrar no mais terrível dos pesadelos.



segunda-feira, 24 de setembro de 2018

As raparigas esquecidas de Sara Blaedel

Opinião: Sara Blaedel foi uma escritora que conheci na Feira do Livro de Lisboa e que, pelo seu discurso e simpatia, me cativou. Na verdade, fui com grandes espectativas para esta leitura, que fiz com a Maria João Diogo, A Biblioteca da João, e a Patrícia Rodrigues, do canal O prazer das coisas.
Este livro tinha, pois, todos os ingredientes para ser uma boa leitura. Um thriller, uma sinopse que chamava a atenção, uma autora dinamarquesa (os autores do norte da Europa estão, definitivamente, a dar cartas neste género) e boa companhia.
Mas o livro acabou por não funcionar. Lamento, mas não funcionou mesmo. Passo a explicar. O livro tinha subjacente uma história interessante, partindo do caso de umas raparigas que tinham sido “esquecidas”, raparigas essas que estavam internadas numa instituição de doentes mentais. Mas a história acaba por ser confusa, sem uma continuidade e às vezes tive dificuldade em seguir os acontecimentos pois achei as sequências narrativas mal elaboradas e pensadas.
As personagens não são muito coesas, acaba por se tornar confusa a ligação que ela faz da vida pessoal da polícia Louise Rick e o desenvolvimento do caso. A construção da personalidade de cada um dos intervenientes acaba por ser bastante fraca, sem consistência.
A tudo isto junta-se uma escrita que não me agradou.  Por vezes a falta de coesão e sequência lógica do texto parece ser provocada por problemas de escrita. De notar que não me pareceu tratar-se de um problema de tradução (feita diretamente do dinamarquês) mas de estilo da própria autora, pois as estruturas são as mesmas e recorrentes.
Foi, pois, com uma enorme pena que acabei este livro sem o poder considerar uma boa leitura. Era daqueles livros que eu queria mesmo gostar. Para além disso tenho, na minha prateleira, mais livros da autora que, e apesar de tudo, quero dar uma oportunidade. Sendo um primeiro livro, pode ter sido lapsos de principiante. Mas essa oportunidade não será num futuro próximo. A ver vamos.

Sinopse: Numa floresta da Dinamarca, um guarda-florestal encontra o corpo de uma mulher. Marcada por uma cicatriz no rosto, a sua identificação deveria ser fácil, mas ninguém comunicou o seu desaparecimento e não existem registos acerca desta mulher.Passam-se quatro dias e a agente da polícia Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, continua sem qualquer pista. É então que decide publicar uma fotografia da misteriosa mulher. Os resultados não tardam. Agnete Eskildsen telefona para Louise afirmando reconhecer a mulher da fotografia, identificando-a como sendo Lisemette, uma das «raparigas esquecidas» de Eliselund, antiga instituição estatal para doentes mentais onde trabalhara anos antes.Mas, quando Louise consulta os arquivos de Eliselund, descobre segredos terríveis, e a investigação ganha contornos perturbadores à medida que novos crimes são cometidos na mesma floresta. Através de uma narrativa envolvente, vertiginosa e de forte impacto emocional, Sara Blædel não deixa o leitor descansar enquanto não chegar ao fim do livro.  


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A Namorada de Michelle Frances

     Opinião: A namorada é o livro de estreia de Michelle Frances em Portugal. Resolvi ler este livro no âmbito do setember thriller promovido pela Dora e pela Cristina (passem pelos canais delas no youtube o Books and Movies e o Books & Beers, que vale bem a pena).
     E a leitura foi ambivalente. Passo a explicar. No início do livro e nas primeiras 140 pouco acontece, levando-nos a questionar a categoria em que o livro está referenciado. No entanto, a leitura faz-se de forma agradável, sem grandes problemas e a narrativa está construída de uma forma interessante. Mas, parece mais um romance do que um thriller. Eis senão quando, tudo muda.
    A obra centra-se na relação Laura tem com Cherry a namorada do seu filho Daniel. Laura é uma mulher profissionalmente bem-sucedida, mas o seu casamento, embora estável, sofre e acusa a passagem do tempo e o afastamento de Howard, o seu marido. A vida pessoal desta mulher está centrada no seu filho, um bom rapaz, estudante de medicina e com quem consegue manter uma relação bastante próxima.
    Mas Daniel apaixona-se por Cherry, uma jovem que trabalha numa empresa imobiliária, que vem de um meio mais modesto e que o atraiu de uma forma avassaladora. Laura começa por querer integrar a jovem namorada do filho na família, transformando-a numa filha adotiva, mas a verdade é que a sequência de acontecimentos vividos por estas mulheres não vão permitir tal aproximação. Pelo contrário. A partir de determinada altura, mãe e namorada tentam levar Daniel a ficar só consigo, manipulando-o para que tal aconteça.
    E desta história simples, nasce um livro que quando arranca acaba por ser um bom thriller e consegue prender a atenção do leitor. Contado cronologicamente, não levanta problemas nem questões no que respeita ao acompanhamento da história. As descrições são feitas de uma forma enquadrada e o narrador acompanha a narrativa conforme esta vai sendo vivida pelas personagens, sem nunca se sobrepor aos acontecimentos, nem deixando antever algum aspeto que retire o suspense da obra.
    Embora não sendo um livro que ‘corte a respiração’ como é anunciado na contracapa, A namorada acaba por ter uma história bem contada, coerente e correta e com um final que não sendo surpreendente não deixa de nos fazer respirar fundo. É pois um bom livro para quem gosta do género.


    Sinopse: Laura é uma mulher realizada. Tem uma carreira bem-sucedida, um casamento estável com um homem rico e um filho, Daniel, que ela adora. Quando Daniel, estudante de medicina de 23 anos, conhece Cherry, uma belíssima e inteligente rapariga oriunda de um meio mais modesto, Laura acolhe-a de braços abertos.
   Mas Laura começa a desconfiar que a sua futura nora não é bem o que aparenta ser... Laura tentará a todo o custo afastá-la da vida de Daniel. Mas Cherry não é fácil de afastar… 
     Um thriller psicológico de cortar a respiração. 





segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Águas Profundas de Robert Bryndza


      Opinião: Mais um livro de Robert Bryndza. E mais um bom thriller. No entanto gostei mais do segundo do que deste terceiro. Atenção, a culpa pode ter sido minha, porque ler três livros do mesmo autor de seguida, não é algo que se deva fazer, pelo menos para mim. A escrita acaba por ser muito igual e a história anterior ainda está muito viva nas nossas cabeças.
     Este Águas Profundas remete para um corpo que depois de ter estado muitos anos submerso em águas de uma pedreira acaba por ser resgatado durante a investigação de um outro caso. Sendo a inspetora-chefe Erika Foster responsável por esse caso é ela quem se vai responsabilizar pela identificação e resolução do caso respeitante ao cadáver descoberto.
      Mas, o caso acaba por se mostrar difícil pois trata-se de uma menina que tendo desaparecido há vinte e sete anos, como provinha de uma família socialmente importante, não deixou de ser um caso mediático, que ainda hoje é falado.
       Para além do desenvolvimento do caso tomamos conhecimento de algumas decisões que Erika tomou no que respeita à sua carreira o que provocou alterações no que à mesma diz respeito. Neste livro continuamos, pois, a acompanhar a evolução da personagem principal como pessoa o que dá ao livro um carácter humanista e aproxima o leitor da protagonista. Essa para mim é a imensa, e preciosa, inovação desta série. Enquanto que noutras o detetive, inspetor, polícia, a personagem principal estagna, neste conjunto de livros Robert Bryndza vai-nos apresentando uma mulher que para além da sua competência profissional é uma mulher com qualidades e defeitos, e que luta para lidar e afastar os seus fantasmas e simultaneamente continuar a viver.
      Assim sendo, esta continua a ser uma boa aposta para quem gosta de ler este tipo de livros. E claro que continuarei a acompanhar as histórias de Erika.


    Sinopse: Debaixo de água, o corpo afundou-se rapidamente. Ali permaneceu, imóvel e imperturbável durante muitos anos, mas, lá em cima, fora de água, o pesadelo estava apenas a começar.
         Quando a detetive Erika Foster recebe uma denúncia anónima informando que uma prova fundamental relacionada com um caso de narcóticos estava escondida numa pedreira abandonada nos arredores de Londres, ela manda investigar a pista. No espesso lodo das águas encontram as drogas que procuravam, mas também os restos mortais de uma criança pequena. O esqueleto é rapidamente identificado como Jessica Collins, a menina de sete anos que fizera as manchetes das notícias vinte e seis anos antes.
      Ao mesmo tempo que tenta juntar provas novas à investigação, Erika depara-se com uma família que guarda muitos segredos, uma detetive atormentada pelo fracasso e a morte misteriosa de um homem que vivia junto à pedreira. 
       Será o assassino alguém dos elementos mais próximos da menina? Há quem não deseje ver o caso resolvido. E tudo fará para impedir Erika de descobrir a verdade.