segunda-feira, 10 de julho de 2017

Amei de paixão

Ontem foi assim o meu dia. Hora do almoço comprar o livro. Pós almoço espreitar o prólogo. E pronto! A tarde fez noite, a noite madrugada e só parei quando o livro chegou ao fim. A Sandra Carvalho anda a escrever de forma magistral. Logo o início nos encanta e nos leva numa história com um ritmo apropriado e uma densidade narrativa que nos faz quer saber sempre mais. A trama está urdida de uma forma impar. 
A construção das personagens está feita de forma coerente e primorosa, onde nos é recordado de forma subtil as origens de Leonor, a «fidalguinha» e no momento de se poder assumir como tal , nos é evidenciado que esta mulher já é outra, com uma escolha de vida diferente, esta é a "Açor". Lindo!
Também o Corvo cresce e sem querer desvendar demais, se transforma num homem de corpo inteiro e nome próprio (vão ler o livro e entendem).
Até as cenas onde a magia se reflete é feito com tal mestria que nos parecerem normais, como se de um conto de fadas (e atenção que os contos de fadas são mais violentos que os livros da Sandra Carvalho) se tratassem.
As cenas de amor são de uma beleza, discrição, mas ao mesmo tempo de uma sensualidade que só quem escreve muito bem consegue.
Mas vamos ao final. Este seria previsível, nem poderia ser de outro modo, onde nos são dados dados históricos complementares. Mas eis que se acrescentam três parágrafos e então o último leva-me a perguntar: Que outra história Sandra Carvalho?
Não percam esta trilogia. É do melhor escrito em português por uma grande autora portuguesa

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