segunda-feira, 28 de maio de 2018

Feira do livro - Autores estrangeiros


A Feira do Livro de Lisboa é sempre um tempo bastante agradável do ano. É um tempo de encontros, reencontros e comunhões que vão para além dos livros.

Este ano, e este fim de semana não foi exceção. No sábado de manhã houve um encontro com Megan Maxwell, uma autora de quem gosto muito, dentro do erótico, de nacionalidade espanhola. Megan é a imagem da ideia que nós tempos das mulheres do país vizinho. Alegre, divertida, provocadora, sem papas na língua e sem conseguir entender (quase) uma palavra do que se diz em português. No entanto, nunca vacilou, sendo sempre uma ‘guerreira’ junto das suas ‘guerreiras’ como se autora e leitoras criassem um clã (perdoem-me, mas havia muitos poucos homens presentes no encontro). Depois foi de uma generosidade profunda, assinando todos os livros que lhe pediram, e acreditam houve quem levasse muitos, sempre com uma alegria contagiante. Por fim, obrigada à editora que sorteou uns livros, possibilitando que o prazer se prolongasse para além da sessão.


Mas, à tarde, houve mais. Houve Sarah Baelder e os seus livros policiais. A autora dinamarquesa, sem ser tão efusiva, foi também ela uma simpatia. Elogiando o local onde a Feira do Livro é realizada no nosso país (para nós já está esquecido esse aspeto, por isso é sempre bom que nos recordem), contou a sua história, como se tornou autora, depois de ter sido jornalistas e sendo a dona da primeira editora especializada em livros policiais. Foi muito interessante perceber o percurso de criação criativa, a recolha dos elementos e depois a própria escrita. E mais uma vez ficou patente que escrever é um trabalho, claro que dá prazer (mas não deveriam todos os empregos ter a componente do prazer associada?), mas requer investigação consulta, estudo, informação, antes de se conseguir passar para o papel aquilo que se queria.




E por fim os encontros com pessoas que já conhecia, que apenas conhecia virtualmente, ou mesmo que não conhecia, mas que tornaram o meu sábado mais rico e certamente o convívio me tornará numa melhor pessoa. A riqueza da descoberta de outras obras, ouros gostos, outros mundos, apenas nos pode tornar melhor. Foi um prazer (re)ver caras que, mesmo que não tenham consciência disso, fazem parte do meu dia a dia. Bem hajam pela forma simpática e afável como me acolheram.



O domingo? Parte dois. Fiquem atentos. Esse foi dedicado só aos autores portugueses.

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