quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O desaparecimento de Stephanie Mailer

        Opinião: O livro O desaparecimento de Stephanie Mailer de Joel Dicker era uma obra que ansiava ler há muito tempo. Na verdade, este é um autor de que gostei bastante em todos os livros que li (falta-me Os últimos dias dos nossos pais). Assim sendo, logo que este livro saiu quis lê-lo.
      Nesta narrativa vamos encontrar dois detetives que em 1994 descobrem o culpado do assassinato do Presidente da Câmara de Orphea, da sua família e de uma transeunte. Os dois policias Jess Rosenberg e Derek Scott que, na altura, eram jovens acabam por ter aqui a sua grande oportunidade de passarem a ser considerados grandes policias e investigadores, visto trata-se do seu primeiro caso.
      Vinte anos depois, este seu sucesso é posto em causa por uma jornalista que afirma, de forma categórica, que o condenado não era o culpado e que este ainda se encontrava em liberdade. Sem acreditarem nessa afirmação os rapazes não lhe dão a importância devida. Mas a jovem jornalista, Stephanie Mailer, desaparece nessa noite, o que alerta os detetives, agora seniores, para a hipótese de ela estar certa.
     E temos a trama da narrativa feita. A história vai ser contada por vários narradores, que a complementam, e que percorrem tempos distintos, o que me agrada também sobremaneira.
   A trama vai sendo construída de forma clara, inteligente e deixando pendurados os fios que levam o leitor a não querer abandonar o livro.
      A juntar a tudo isto temos a escrita de Joel Dicker que é sempre correta e construtora de um suspense que nos torna parte integrante da própria história. Esta é assim uma escrita de uma beleza tal que a mim me agrada e prende.
      Só uma curiosidade: uma das personagens é um critico cultural, um critico literário, que nos é apresentado como alguém implacável, que apenas é capaz de dizer mal das obras que comenta, sem as ter lido. Para mim este aspeto é tanto mais importante se pensarmos que, por vezes, temos a sensação de que algumas críticas, de alguns ilustres, são feitas sem que este tenha lido o livro.
      Por fim, e voltando ao livro de Dicken mais uma vez este jovem suíço não nos desilude, pelo que aconselho vivamente a sua leitura, salientando que o leitor não se deve assustar pelo tamanho do livro, pois apesar das inúmeras páginas que constituem o livro, nunca temos a impressão que sejam demais. A ler, sem dúvida.

     Sinopse: Na noite de 30 de Julho de 1994, a pacata vila de Orphea, na costa leste dos Estados Unidos, assiste ao grande espectáculo de abertura do festival de teatro. Mas o presidente da Câmara está atrasado para a cerimónia… Ao mesmo tempo, Samuel Paladin percorre as ruas desertas da vila à procura da mulher, que saiu para correr e não voltou. Só para quando encontra o seu corpo em frente à casa do presidente da Câmara. Dentro da casa, toda a família do presidente está morta.

    A investigação é entregue a Jesse Rosenberg e Derek Scott, dois jovens polícias do estado de Nova Iorque. Ambiciosos e tenazes, conseguem cercar o assassino e são condecorados por isso. Vinte anos mais tarde, na cerimónia de despedida de Rosenberg da Polícia, a jornalista Stephanie Mailer confronta-o com uma revelação inesperada: o assassino não é quem eles pensavam, e a jornalista reclama ter informações-chave para encontrar o verdadeiro culpado. 
Dias depois, Stephanie desaparece. 
   Assim começa este thriller colossal, de ritmo vertiginoso, entrelaçando tramas, personagens, surpresas e volte-faces, sacudindo o leitor e impelindo-o, sem possibilidade de parar, até ao inesperado e inesquecível desenlace. 
      O que aconteceu a Stephanie Mailer? 
      E o que aconteceu realmente no Verão de 1994?


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